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Na sequência do comunicado do Comando Distrital de Braga, o Sp. Braga voltou a reagir, considerando que a PSP confirmou ter censurado o clube e os seus adeptos, ao proibir a exibição da tarja produzida pelos bracarenses para o dérbi do Minho, e rejeitando o argumento dos riscos provocados pela próxima do material da coreografia em questão e os artefactos pirotécnicos de projeção, uma vez que não foi contactado no sentido de corrigir a situação.
"A PSP tem como missão máxima a garantia da ordem pública e violou de forma flagrante essa incumbência, tendo de assumir por inteiro as infelizes consequências que das suas decisões resultaram, nomeadamente as agressões a sócios e adeptos, entre os quais idosos e crianças", referiu.
Comunicado do Sp. Braga na íntegra:
"Tendo tomado conhecimento do comunicado do Comando Distrital de Braga da PSP, emitido este domingo, o Sporting Clube de Braga entende tecer dois comentários:
1 – A PSP confirma, tal como o SC Braga ontem denunciou, que censurou o clube e os seus sócios e adeptos. Que em 2026 exista em Portugal uma força de segurança que rasura mensagens pela análise da sua significância é algo que a todos, enquanto sociedade, nos deve preocupar, não podendo deixar de ser notado o forte odor a outros tempos, nada saudosos;
2 – A PSP introduz como dado novo a proximidade da tela que iria ser erguida com “artefactos pirotécnicos de projeção, devidamente autorizados e licenciados pela Polícia de Segurança Pública”, apontando “riscos reais e significativos para a integridade física dos adeptos presentes na bancada nascente”. O SC Braga esclarece que em momento algum foi contactado no sentido de serem tomadas medidas para anular esses mesmos riscos, passassem eles pela recolocação dos artefactos ou até pela sua remoção. Assim sendo, a nova justificação não colhe e apenas reforça que em causa esteve apenas a censura do SC Braga e dos seus sócios e adeptos.
Importa concluir, mais uma vez, que a censura de uma mensagem de exaltação da história da cidade e do orgulho do Clube em se associar a esta não pode passar em claro e exige tomadas de posição de diversas entidades, que felizmente nos têm feito chegar a sua preocupação e até a sua reprovação. O SC Braga convida a que todas elas se manifestem publicamente.
A PSP é conhecedora das responsabilidades que lhe cabem.
A PSP tem como missão máxima a garantia da ordem pública e violou de forma flagrante essa incumbência, tendo de assumir por inteiro as infelizes consequências que das suas decisões resultaram, nomeadamente as agressões a sócios e adeptos, entre os quais idosos e crianças.
Essa é uma mancha que perdurará e que obriga a um retratamento que a PSP não demonstra ser capaz de fazer.
O SC Braga confirma já ter reuniões agendadas para os próximos dias e insiste que não deixará de recorrer a todas as instâncias no sentido de assegurar que este lamentável episódio não mais se repetirá."