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A noite era de gala, porque o Sporting jogava para a liderança da SuperLiga, frente a uma das mais organizadas e temíveis equipas do campeonato. Ao cabo de quatro meses de avanços e recuos, os leões falharam o grande objectivo. Porque não tiveram ideias para alimentar o sonho da vitória e porque uma bandeira vergonhosa, levantada por um assistente desatento, lhes anulou um golo limpo, no primeiro minuto do segundo tempo.
Paciência
Perante um Sp. Braga muito bem organizado, que soube tapar as principais fontes de alimentação criativa do adversário (excelente ocupação do espaço e perfeita gestão das marcações zonais), o Sporting acusou o toque. A equipa não dispôs de condições para iniciar e de-senvolver o seu jogo, acima de tudo porque as linhas de passe estavam cortadas e os potenciais receptores da bola raramente encontravam as condições ideais para dar seguimento aos lances.
Por isso, a equipa teve de fazer a circulação com paciência, mais com o intuito de busca e descoberta do que propriamente com a intenção de agredir. José Peseiro foi capaz de moderar a ansiedade da chegada ao primeiro lugar e a equipa respondeu com acerto na abordagem do jogo, com inteligência na atitude perante as dificuldades e com racionalidade no esforço. Só não precisava de ter resvalado para a insolência com que reagiu ao apagamento da quase totalidade das suas unidades mais talentosas.
Bola na trave
O problema verde e branco é que o tempo gerou a descontracção e a entrega mais ou menos resignada aos sintomas de desinspiração colectiva. Com uma conclusão implícita: mais tarde ou mais cedo havia de chegar o momento do golo tão desejado – e a legitimidade do raciocínio tinha como referência o tiro espectacular de Hugo Viana à barra, logo aos 12'. Mas o Sp. Braga, que aparentemente estava ali só para povoar a zona intermediária e tapar os caminhos de acesso à sua baliza, também tinha armas para intimidar. E começou a usá-las como solução de continuidade: a pressão leonina tornou-se menos eficaz e permitiu aos minhotos mais folga para pensar, para chegar à bola e para executar o contra-ataque.
O Sporting dominou quase sempre o jogo. Reclamou a iniciativa, quis a bola e foi generoso nas intenções de ataque. O perigo junto da baliza de Paulo Santos, porém, foi sempre muito relativo.
O golo
O intervalo fez bem aos leões, até porque a primeira parte acabara com duas situações de alto risco para as redes à guarda de Ricardo – uma delas anulada por fora-de-jogo inexistente assinalado ao ataque bracarense. E, nem de propósito, foi no primeiro minuto do período complementar que surgiu o momento do jogo. Um golo limpo de Hugo Viana foi mal anulado pelo árbitro, que correspondeu à indicação do seu assistente Pedro Ferreira.
O que foi mau, porque teve influência directa no resultado, podia ao menos espicaçar os ânimos e levar o Sporting para uma exibição enquadrada noutros moldes. Os sintomas imediatos assim o indicaram. Mas o desenrolar dos acontecimentos confirmou a sensação de que a equipa estava sem soluções para dar eficácia às intenções de ataque. O tempo voltou a beneficiar o Sp. Braga, que defendeu na perfeição e, menos desgatado pelo desenrolar das operações, chegou aos minutos finais com frescura suficiente para ameaçar ainda mais com o desdobramento defesa-ataque.
Árbitro
Paulo Baptista (1). Actuação condicionada pelo erro tremendo, com influência no resultado, do assistente Pedro Ferreira. Uma decisão inacreditável, difícil de aceitar mesmo para quem ainda não viu imagens televisivas, tão clara é a posição de Jorge Luiz a colocar toda a gente em posição regular. E no fim da primeira parte já tinha assinalado mal um fora-de-jogo a Cesinha.
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