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UM CHOQUE para todos. Pedro Lavoura faleceu ao princípio da manhã de domingo (7.15h), na sequência de um violento acidente de viação à entrada de Oliveira do Bairro (Estrada Nacional nº 235). Juntamente com o jogador do Sp. Braga pereceram, igualmente, os seus amigos Alexandre Timóteo (24 anos e vizinho do jogador) e João Castro (26 anos, gerente comercial, que vivia em Sangalhos).
Depois de sábado ter jogado 66 minutos com a camisola do Sp. Braga, frente à U. Leiria, Lavoura preparava-se para gozar uma folga e, por isso, decidiu ir até Aveiro para festejar o aniversário de um primo de Alexandre Timóteo. A noite foi passada na discoteca ”Estação da Luz” (Quintãs, Aveiro) e só pela manhã é que os três amigos decidiram regressar a casa.
A última viagem acabou por terminar com o Porsche do jogador a embater num muro de betão já em Oliveira do Bairro. O embate foi de tal forma violento — as autoridades apontam para excesso de velocidade —, que a viatura partiu-se em duas partes e desfez por completo o muro. Enquanto a dianteira do automóvel permaneceu no local do embate, a traseira percorreu cerca de cinquenta metros e acabou por arder. Nesta altura, já os corpos tinham sido projectados para fora da viatura, atingindo alguns automóveis que estavam estacionados próximo do local. Um dos bancos chegou a percorrer 20 metros e só parou no interior de um prédio.
A cena de horror fez estremecer os habitantes, que demoraram a entender as razões do acidente. Acordados pela força do embate, vislumbraram destroços humanos espalhados pela estrada e cravados nas portas de suas casas e viaturas. Um domingo como outro qualquer estragado por mais um acidente, que vem juntar-se ao denso lote de sinistros de gravidade. As queixas dos moradores à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro já são antigas, mas nenhuma medida de precaução foi encetada para prevenir e evitar este tipo de tragédias. Trata-se de um local com bom piso, onde os condutores foram habituados a acelerar, mesmo que se trate de uma zona habitacional com consequente limite de velocidade (50 Km/h).
Os corpos das três vítimas mortais foram transportadas para a morgue do Centro de Saúde de Oliveira do Bairro, onde segunda-feira vão ser sujeitos a autópsia. Depois de registada a ocorrência pelo Delegado Público local, Pedro Lavoura será trasladado para Aguim (localidade do Concelho de Anadia, perto da Mealhada, onde vivem os pais do jogador). Pelas 18 horas o féretro vai seguir para a capela local, onde será sepultado.
UM SUSTO HÁ TRÊS ANOS
Este foi o segundo acidente de gravidade de Pedro Lavoura. Já em 1997 despistou-se na auto-estrada do Norte, perto de Santarém, e sofreu queimaduras graves, fracturas e uma lesão grave na cervical. Submetido a várias operações plásticas para reconstituir o rosto, conseguiu lutar pelo regresso ao futebol.
Ficou afastado da competição durante uma época, mas regressou em 98/99 ao plantel da Académica de Coimbra.
Natural de Caracas (Venezuela), Pedro Ricardo Bandarra Lavoura tinha 26 anos e vinha preenchendo a lateral-esquerda do Sp. Braga. Em Portugal desde tenra idade, iniciou a carreira no Aguim, mas foi no Anadia que cumpriu todas as camadas jovens e chegou a sénior. Jogou quatro épocas na Académica e tinha mais três anos de contrato com o Sp. Braga.
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