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Artur Jorge: «Será sempre preferível não estar em desvantagem»

Treinador do Sp. Braga aborda deslocação a Vizela

• Foto: Lusa/EPA
Declarações de Artur Jorge na véspera da deslocação do Sp. Braga ao reduto do Vizela, a contar para a 13.ª jornada da Liga Betclic.

Jogo em Vizela, contra um adversário que vem de uma derrota…   

Espero que se continue a poder falar de um Sp. Braga em ascendente. Tendo em conta os contextos que existem, diz-nos a experiência e passados recentes, que a competitividade do jogo diminui a diferença. Temos de estar preparados para confirmar o nosso ascendente e à procura da vitória, esperando fazer um jogo muito competente.

Equipa vem acumulando reviravoltas no marcador…  

Claro que preferia que isso não acontecesse, não é masoquismo sequer. É, como expliquei, a capacidade de a equipa, em momentos de desconforto, não se desviar do plano. Sabemos que temos de corrigir esses momentos, não queremos permitir que o adversário crie ocasiões e concretize para podermos, desde cedo, vantagem e termos maior controlo. Olhamos para os 90 com a mesma abertura e a mesma intenção de vencer, mas será sempre preferível não estar, em momento algum, em desvantagem.

Jogo em Vizela antecede o duelo com o Nápoles

Tenho tido o cuidado de falar do calendário e dizer que essas expectativas gerem-se de forma realista. Olhamos para os jogos com a mesma ambição, com períodos de grande densidade competitiva, de enfrentar equipas de grande qualidade e teremos isso neste final de dezembro e no mês de janeiro. Temos tentado olhar de forma realista para estarmos capazes focados no próximo jogo, sabendo que dentro de quatro dias teremos um grande jogo [Nápoles] e mais três ou quatro dias outro grande jogo [Benfica]. Deixar claro que o que procuramos fazer internamente, e não é bluff, é olhar para cada jogo com o maior cuidado.

No início da época, imaginava este Sp. Braga de claro pendor ofensivo?

Têm visto que este é um padrão das minhas equipas, que têm capacidade de criar, uma equipa ofensiva. Precisamos de uma taxa de eficácia alta, mas tem sido esse um dos padrões das minhas equipas, não só este ano, mas também no ano anterior, onde fizemos o maior número de golos da história do clube. Dentro de uma ideia, há uma filosofia, direcionada e focada na parte ofensiva, à qual damos muita atenção.

Sp. Braga é a equipa da Liga Betclic que está mais segura de si atualmente?

Temos trabalhado no sentido de podermos criar estabilidade. Temos 12 jogos, perdemos dois e empatámos dois, temos oito vitórias. Temos sido mais consistentes nos últimos tempos e esse é um sinal de crescimento. Procuramos fazer melhor, vamos em busca de mais e acreditamos que, dentro da nossa metodologia, vamos procurar a consistência de forma determinada. O campeonato tem tido alguns jogos com surpresas, fomos vítimas disso também, um aumento de competitividade e fazemos o nosso caminho. Dependemos muito do que pode acontecer dos nossos rivais e temos uma meta muito presente e temos de trabalhar de forma incessante para atingir essa marca.

Densidade de jogos e opções do treinador  

O plantel foi construído para darmos resposta em qualquer frente. E depois entra o meu trabalho. Tenho de ter uma leitura mais fria, sei da qualidade do plantel, sei os momentos que os jogadores atravessam, de uma forma justa valorizo o trabalho interno e depois apresentar o onze que é capaz de dar melhor resposta. Fazendo aqui e ali alguma alteração, temos de dar resposta. Depois do jogo com o Union Berlim, o Zalazar não jogou um único minuto [com o Estoril], mas eu não sou doido, porque sei como estão os jogadores. Mas, se quisermos competir a este nível, é este Sp. Braga que queremos: a competir com os melhores e com intervalos curtos.

Distam cinco pontos entre 1.º e 4.º classificados. Será o campeonato mais equilibrado de sempre?

Não sei se vai ser o mais equilibrado. Não há equipas que se tenham distanciado das demais. Acho que há equilíbrio, mas tudo dependerá do próximo mês, onde pensamos estar na final-four da Allianz Cup. Será um mês determinante para avaliar esse equilíbrio. Nada disto é definitivo, porque há equipas que se destacam ao início, depois quebram e têm uma ponta final boa. E basta olhar para o Brasileirão, onde uma equipa tinha 15 pontos de vantagem e o Abel [treinador do Palmeiras] foi campeão com todo mérito. Isso era muito difícil acontecer em Portugal. Há que ter um plano e não nos podemos desviar dele.  
Por José Mário
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