Cara feia do West Ham encorajou bracarenses
Luiz Carlos e Rafa estiveram em plano de destaque na formação minhota...
Jesualdo Ferreira apostou e saiu a sorrir do Estádio Municipal de Portimão. Por duas razões essenciais: antes de mais, porque recorreu à segunda linha do plantel e a resposta dos jogadores foi positiva; depois, mas não menos importante, porque poupou a base do Sp. Braga para o encontro desta noite, diante da sua ex-equipa, o Sporting.
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Tal como na partida da véspera, diante dos leões, o West Ham recorreu com regularidade à maior capacidade física dos seus elementos para fazer valer o seu estilo de jogo direto e, muitas vezes, desconexo. Contudo, o Sp. Braga soube contornar o menor fulgor físico com um aproveitamento inteligente dos espaços a meio-campo, recorrendo à velocidade de Hélder Barbosa e Rafa para criar desequilíbrios no sector mais recuado da formação inglesa.
Para lá dos dois extremos, o meio-campo dos minhotos teve em Mauro e, sobretudo, Luiz Carlos duas peças fundamentais no equilíbrio da equipa. Oprimeiro nunca virou a cara à luta e foi mantendo a defesa a salvo de qualquer tentativa de ataque do West Ham. Já o ex-Paços de Ferreira foi imperial na forma como distribuiu a posse de bola, encontrando autênticos buracos nas costas dos jogadores ingleses.
A história da 1.ª parte conta-se em dois atos. Um remate perigoso de Hélder Barbosa, logo aos 12 minutos, e uma boa jogada individual de Luiz Carlos, que culminou com um remate por cima da baliza (39’). Em resumo, a equipa minhota soube esconder a bola, controlou o jogo em zonas mais recuadas mas, em abono da verdade, não criou jogadas que tenham incomodado de forma clara o guarda-redes Adrian.
Velocidade e... golo
Continuando fiel à sua estratégia, Jesualdo Ferreira fez quatro substituições ao intervalo que em nada alteraram o figurino da equipa. Sem deslumbrar, oSp. Braga imprimiu maior velocidade nas transições, apostando na técnica de Rafa e, desta feita, de João Pedro para quebrar a resistência inglesa.
Mantendo o controlo das operações, a formação arsenalista encontrou, finalmente, o caminho para a baliza: Yazalde fugiu à marcação, disparou cruzado, o guarda-redes do West Ham não conseguiu segurar e Rafa, oportuno, trouxe justiça ao jogo, traduzindo no marcador a superioridade que o Sp. Braga já vinha demonstrando no relvado.
Este encontro esteve longe de ser bem disputado ou até mesmo emotivo. No entanto, num teste importante para o arranque oficial de 2013/14, o professor terá tirado importantes ilações sobre a qualidade do plantel, especialmente no que diz respeito aos jogadores que, na teoria, não serão primeiras escolhas.