Carlos Vicens não pensa no empate em Friburgo: «É o jogo 59, já viram como atacamos os jogos»
Técnico do Sp. Braga sabe das dificuldades, mas só pensa em vencer para carimbar a ida a Istambul
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O Sp. Braga defronta o Friburgo, esta quinta-feira, em jogo a contar para a 2.ª mão das meias-finais da Liga Europa. Carlos Vicens já teve a oportunidade de lançar o encontro e, pese embora parta com uma vantagem de 2-1, obtida no encontro em Braga, só pensa em vencer.
Dois resultados possíveis: "Só nos focamos em ir para ganhar. É o jogo 59 e viram como vamos aos jogos. Depois sai melhor ou pior. Os jogos têm momentos em que temos que defender. Os jogadores estão preparados, temos uma oportunidade pela frente para dar a nossa melhor versão amanhã e o que penso é falar com eles para que se sintam capazes, confiantes e com energia para darem a sua melhor versão. Vamos precisar. Vamos tentar ganhar o jogo e têm que estar preparados para que haja momentos para as duas equipas. Nos momentos em que tenhamos que sofrer, temos que estar juntos, sermos fortes, competitivos e dar o melhor para conseguirmos a vitória"
Postura: "O jogo de amanhã vai ter de tudo, momentos em que vamos ter bola e em que temos que ter coragem de atacar, mas nós não vamos ter a bola sempre. Temos que conseguir recuperá-la ou fazer algo para não terem ocasiões. Temos de defender-nos para não conceder ocasiões. Tudo isto faz parte das dificuldades que representa jogar uma segunda mão de uma Liga Europa. Esta equipa já mostrou que vai dar tudo em campo. Amanhã não vai ser diferente. Sabendo das dificuldades, daremos tudo para que a equipa consiga a vitória para estarmos nessa final, que é o objetivo."
Ricardo Horta: "O Ricardo treinou à parte dos colegas, continua a tentar queimar etapas na sua recuperação, mas temos que ser cautelosos com a lesão, foi há uma semana. Ele está muito positivo, quer ir sim ou sim e vamos a ver como reage a estas 24 horas. Tomaremos decisões, mas há que ser cautelosos com estas situações. Corremos o risco de perder o jogador para o que falta."
Baixa de Suzuki: "É para eles, temos que preparar o jogo sabendo que terão outros jogadores. Os jogadores do Friburgo têm qualidade, diferentes capacidades, mas todos são capazes de ajudar. Uma das coisas que destaco deste rival é a força do coletivo, já o disse antes. Sim, têm qualidade, mas para mim o que os faz fortes é o coletivo. Todos estão comprometidos com a ideia da equipa e por isso é que são tão difíceis de defrontar."
Resposta em Sevilha face a um ambiente igualmente hostil: "Sim, seguro. Faz parte das experiências que acumulámos durante a época. A de Sevilha e de outros jogos. Tivemos que sair a jogar em estádios em que o público aperta, mas temos tratado de impor o nosso jogo. Amanhã vai ser o caso, Friburgo vai ter um início forte, vão tratar de pôr pressão ao Braga e temos que responder com um jogo mentalmente estável, sendo uma equipa competitiva, com toda a gente a trabalhar para a causa. 11 companheiros a atacar, 11 a defender, ajudando-se continuamente e tratar de ganhar o jogo. Temos uma maneira clara de fazer as coisas."
Força da equipa: "Acho que uma das forças desta equipa é acreditarem no processo e neles. Foi assim durante a época, a evolução da equipa foi nessa direção. Primeiro, obviamente reconhecermo-nos como equipa e nas coisas que queríamos fazer e depois ir fazendo essa ideia mais forte, cada vez mais reconhecível por todos. Com tantos jogos, situações diferentes, em diferentes competições, com altos e baixos, foram muitas aprendizagens em que a equipa saiu reforçada. Isto trouxe-nos onde estamos. Não tenho dúvidas de que a equipa vai fazer um grande jogo e ser uma equipa competitiva, onde todos trabalham pela mesma ideia e tratar de ganhar o jogo, que nos daria essa final que todos desejamos."
Mensagem: "A mensagem vai muito na direção de voltar a oferecer uma grande versão da equipa, de tentar durante todo o jogo, nos bons momentos e nos maus, ajudarmo-nos uns aos outros e ser Braga. O que nos trouxe a estar a um jogo de uma final foi confiar no processo e no que somos."
Friburgo em casa: "Não modifica como vamos encarar o jogo. É uma vantagem mínima de um golo e qualquer detalhe às vezes dá um golo ou tira. Temos que estar muito cientes de que o processo tem de nos levar a tentar ganhar o jogo, a criar mais ocasiões, mas sabendo que vai haver momentos em que vamos ter que sofrer, estar juntos, defender bolas paradas, defender a área, faz parte. Eles têm a energia especial dos adeptos, mas, analisando os jogos do Friburgo, têm uma ideia clara tanto em casa como fora. Amanhã os que vão estar connosco também nos vão apoiar. Eles não vão encarar o jogo com uma ideia diferente da que tem. Vão entrar com todo, vão estar mais presentes em determinadas circunstâncias do jogo, mas não acho que vá fazer o Friburgo diferente do que vimos em Braga."