Carlos Vicens: o maior orgulho da época, a substituição de Mourinho e a saída de Guardiola
Treinador do Sp. Braga em entrevista
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Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga, não foi particularmente feliz na sua estreia no campeonato português nem na Taça de Portugal, mas poderia ter conquistado a Allianz Cup e esteve perto de chegar à final da Liga Europa. No final de 2025/26, o espanhol olha além dos resultados e revela que o seu maior motivo de orgulho relaciona-se com o crescimento da equipa.
"Provavelmente aquilo com que estou mais satisfeito é ter visto a evolução da equipa. Chegámos com uma nova equipa técnica, que nunca tinha trabalhado junta, e num país diferente. Viemos com certas ideias, mas existe sempre um processo de adaptação e de tentativa para transmitires a tua ideia. A partir de outubro, mais ou menos, a equipa já tinha uma ideia clara sobre como se comportar e viu-se uma grande evolução, com uma identidade de jogo que já está implementada. No final, os resultados podem cair para um lado ou para o outro, e percebes que existe pressão para ganhar todos os jogos", disse, em entrevista à COPE, de Espanha, detalhando a sua leitura sobre a carreira europeia "À medida que íamos ultrapassando eliminatórias da Liga Europa, dávamo-nos conta de que o clube tinha chegado a uma final há 15 anos e que só nessa ocasião tinha ultrapassado os quartos de final. Sabíamos como abordar os jogos, tratava-se de passar eliminatórias e, ao mesmo tempo, garantir o 4.º lugar na 1ª Liga. A equipa tinha bem identificado como jogamos e como nos devíamos comportar. Isso permitiu-nos enfrentar estes meses tão intensos em boas condições, apesar de ausências importantes de jogadores que não puderam estar presentes em partidas relevantes. Isso dá-te um certo ponto de tranquilidade. Existe sempre a tensão competitiva, jogos de alto nível, mas havia tranquilidade quanto à forma como o Sp. Braga entrava nos jogos.”
Questionado sobre a possibilidade de vir a ser considerado como hipótese para substituir José Mourinho no Benfica, Carlos Vicens afastou-se do tema, dando conta de ter o foco totalmente colocado nos arsenalistas. "Tenho estado bastante à margem dos rumores, tivemos coisas importantes em jogo até ao fim. Este tipo de situações tentas ignorar porque tens muito trabalho no dia a dia, muitas coisas em que te tens de focar. Estivemos concentrados em fazer o melhor trabalho possível com o Sp. Braga e agora tentar, juntamente com o departamento de scouting e o presidente, obter as peças que nos faltam", referiu, sendo, por fim, convidado a comentar a saída de Guardiola do Manchester City, com o qual trabalhou no clube inglês: "Tive o privilégio de assistir no passado domingo à despedida; acima de tudo, espero que possa aproveitar o seu tempo livre, algo que nestas temporadas quase não teve. Sobretudo agradecer-lhe pelo apoio e por tudo o que fez nestes anos no futebol. Não acredito que vá treinar agora; tudo acontece muito rapidamente, foram dez anos sem parar, com muitos jogos, muita tensão competitiva. Quando olhas para trás pensas: uau, dez anos. Agora é tempo de descansar."