Carvalhal e a receção aos dragões: «Não vamos encontrar um FC Porto fraco»
Separados por três pontos, Sp. Braga e FC Porto defrontam-se amanhã na Pedreira (20H30)
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Separados por três pontos, Sp. Braga e FC Porto defrontam-se amanhã na Pedreira (20H30). Carlos Carvalhal, técnico dos minhotos, falou esta sexta-feira num jogo "muito importante", mas não decisivo na luta pelo 3.º lugar.
Receção ao FC Porto: "É um jogo importante, sem dúvida, devido ao contexto, já que estamos a três pontos do adversário. Jogamos em casa, contra uma equipa boa, que mudou de treinador e estilo, está em evolução, uma equipa que ainda não perdeu no campeonato com o novo treinador. Estamos confiantes, queremos jogar cara a cara e esgrimir argumentos para vencer, sabendo que vamos defrontar um adversário competente e forte".
De que forma a confiança pode sair reforçada? "A equipa está confiante, sabemos como perdemos, fizemos um bom jogo, sabemos que os erros cometidos têm de ser colmatados, mas conscientes do que foi feito. A confiança não está beliscada".
Niakaté e Zalazar de regresso? "O Bambu está apto, regressou bem e já treinou. O Niakaté e Zalazar têm alta clínica, mas vamos falar com o departamento de performance se podem jogar ou não para não haver recidivas. O Vítor Carvalho está um pouco mais atrasado, mas na próxima semana já deverá estar apto".
Espera um FC Porto diferente? "Espero uma equipa boa, que está a ganhar consistência, que mudou de treinador, que é bom, começa-se a notar o seu dedo, até pelas semanas limpas que tem tido, e com bons valores individuais. Não vamos encontrar um FC Porto fraco, bem pelo contrário, mas queremos que o Sp. Braga esteja forte, que jogue cara a cara, olhos nos olhos, que sinta o ambiente e que seja uma noite ‘à Braga’".
O que perde a equipa sem Roger? "Lamento muito a ausência dele, mas sem desculpas. O Roger traz alegria, atitude, imprevisibilidade. Não está e temos outras opções, que pode passar pelo Gabri Martínez, que traz velocidade e drible, ou pelo Furtado, mais parecido com o Roger, que tem grande capacidade de último passe e oferece alguma irreverência, e também pode passar pelo Sandro Vidigal, um miúdo potente, forte, espontâneo, gosta de fazer golos e pode ser uma mais-valia".
Dois golos marcados nos últimos quatro jogos. Não fica preocupado? "Tivemos um jogo de dificuldade elevada e mesmo assim podíamos ter marcado. Claro que não marcamos ou sofremos ficamos preocupados, mas temos jogadores para fazer holos. Temos de criar oportunidades, alguns clubes um jogador pode fazer golo e nós não temos esse tipo de jogadores. Amanhã é continuar a fazer o nosso jogo associativo e, dentro disso, marcar golos".
Tem falado várias vezes em equipa imatura. Essa mensagem não é de desresponsabilizar a equipa? "Não passo essa mensagem [equipa imatura], isso não é verdade. Tenho gente que vem da formação muito bem preparada, que vêm treinar connosco, como o Ruben Furtado, o Sandro Vidigal e o Patrão. Parecem jogadores que estão connosco desde o início da época".
Ricardo Horta falou, no final do jogo em Vila do Conde, que falta mentalidade competitiva…: "Temos de ser competitivos sempre, todos os dias. A competitividade está sempre presente"
Hornicek cometeu alguns erros em Vila do Conde. Teve alguma conversa com o jogador? "Nem sequer foi grande tema. Este tipo de erros cometem todos os guarda-redes do mundo. Escorregarem num guarda-redes e defesas nota-se mais, pois pode dar golos. Todos vão cometer erros. Erro no segundo golo? Um pouco diferente, porque é uma situação zonal, de agressividade e tem muitos jogadores à frente. Imputamos mais ao buraco que abrimos. Os nossos jogadores deviam ter feito mais".
Plantel encara este jogo como uma última oportunidade de lutar pelo 3º lugar? "Faltam dez jogos para terminar… O jogo não é decisivo. Se é muito importante? Sim, claro que sim, mas é para as duas equipas".