Carvalhal: «Se vi vermelho por aquilo, estava toda a gente expulsa... até os comentadores»

Técnico do Sp. Braga reage à multa aplicada pela expulsão na final da Allianz CUP

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Carlos Carvalhal reagiu esta terça-feira à decisão do Conselha de Disciplina da FPF em multá-lo em 714 euros pela sua expulsão na final da Allianz CUP. No entender do técnico, nem a expulsão nem a posterior multa de que foi alvo se justifica, até porque se fosse sempre assim... todos teriam de ser expulsos.

"Não sei porquê. Não tenho de pagar 700 euros por aquilo que aconteceu. Se é assim, então todos eram expulsos. Se eu fui expulso por aquilo, hoje estava toda a gente expulsa nos dois bancos... até os dois comentadores da SportTV pelo seu comentário. Tenho de aceitar, mas para ser justo era 0 euros e 0 dias de suspensão", disse o técnico do Sp. Braga, depois da vitória diante do Gil Vicente, por 1-0.

Satisfação pela prestação dos jogadores

"Estou muito satisfeito e orgulhoso da equipa e do grupo, temos tido desafios muito difíceis, jogámos com o Benfica [na meia-final da Taça da Liga] num lamaçal, passados três dias a final com o Sporting e, na segunda parte, tivemos a predominância do jogo quando se esperava que fosse o contrário e hoje já fizemos outro e daqui a três dias outro, a resposta foi espetacular."

Objetivo cumprido frente "a um adversário muito incómodo"

"Fizemos o que tínhamos que fazer, oito alterações, e a resposta foi muito boa frente a um adversário muito incómodo, muito bem organizado defensivamente e a espreitar o contra-ataque. Tivemos o penálti e o jogo podia ter sido diferente em vantagem mais cedo, mas não aconteceu e fomos à procura do golo, são três pontos que sabem muito bem."

Carvalhal e a sequência "inédita" de jogos do Sp. Braga

"Tenho uma tarefa em mãos que nunca tive e acho que nenhum treinador teve em Portugal. Em Inglaterra, jogávamos à terça e ao sábado [duas vezes por semana, mas com mais um dia de descanso para o segundo jogo], mas aqui não, se passarmos às meias-finais da Taça de Portugal vamos jogar sempre de 72 em 72 horas até março e isso é terrível. Nenhum jogador recupera totalmente em três dias e o risco de lesões e quebras aumenta exponencialmente. Fomos nós que criámos este desafio, mas é terrível, mas, por ser difícil, é que estamos aqui nós. Não vamos atirar a toalha ao chão em nenhuma das competições, mas é uma tarefa que não me lembro de ver uma situação destas em Portugal, desde que ando no futebol que não me lembro, acho que é inédito no futebol português."

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