João Tomás e a evolução do Sp. Braga: «Há 20 anos quase não havia campo para treinar...»
Antigo avançado e agora dirigente marca presença no Congresso que é uma "boa rampa de lançamento para futuras edições"
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João Tomás marca presença no Congresso promovido pelo Sp. Braga, denominado Future Stage e registou em exclusivo a Record "o evento de muita qualidade".
"Tem oradores de grande nível, também com temáticas muito interessantes e muito diversas. Ou seja, quem teve a oportunidade de estar aqui consegue perceber que se conseguiu falar de questões como os direitos televisivos, até o retorno da importância do futebol feminino, das modalidades, como hoje de manhã, também com contextos internacionais, o que nos permite perceber o que é que é de bom feito lá fora e o que nós de bom também fazemos cá dentro. Por isso, de forma resumida, dizer que sim, que este Congresso tem sido uma valia tremenda para quem tem estado a assistir e é uma boa rampa de lançamento, este que é o primeiro, para futuras edições", destacou o antigo avançado que, entre muitos clubes, também passou pelo Sp. Braga e, por isso mesmo, é alguém avalizado a perceber o crescimento do clube nos últimos anos:
"Isso é algo que tem sido notório ao longo dos anos, já lá vão 20 anos que cheguei ao Sp. Braga e o clube quase não tinha um campo para treinar. Neste momento, nós conseguimos perceber de forma clara a evolução, com o passar do tempo, o clube reestruturou-se muito bem, tem tido um crescimento fortíssimo. Diria até que é pouco surpreendente para toda a gente o nível em que o Sp. Braga está neste momento, mas nota-se claramente que houve aqui uma visão, uma estratégia, objetivos que foram bem delineados e o resultado tem sido este."
João Tomás jogou no Sp. Braga três épocas, acumulando um total de 80 jogos e 34 golos no clube que já então, entre 2004 e 2008 (com uma temporada pelo meio no Qatar), já era presidido por António Salvador.
"Sim, não tenho dúvidas que é a figura principal, é sem dúvida o presidente, naturalmente teve, seguramente ao longo destes anos, o apoio necessário para que tudo isto se pudesse transformar no que nós temos hoje, mas naturalmente a figura do presidente tem sido fulcral, ao longo destes tempos", reconheceu o agora dirigente de 49 anos e que, desde 2016, passou nessa condição pelo Famalicão, Trofense e Torreense, terminando a conversa com Record com uma mensagem de esperança na prestação da Seleção Nacional no Europeu que amanhã começa na Alemanha.
"Naturalmente vou sofrer como espectador, acredito que é uma mensagem unânime da parte da comunidade portuguesa. Desejo-lhes a melhor sorte, que comecem bem, é importante. Portugal sabe muito bem das qualidades que tem, os adversários sabem o tremendo valor que tem a nossa seleção. Que deem o melhor deles próprios, porque se isso acontecer e não houver algumas situações e contratempos de última hora, acredito que Portugal está numa posição que lhes permite lutar pelos primeiros lugares, sem dúvida. Estou muito confiante, desde logo porque acredito no valor individual, no valor coletivo e naquela pontinha de sorte que também em muitos momentos também é preciso ter", registou em jeito de conclusão.