Puxão de orelhas de António Salvador teve eco no grupo do Sp. Braga
Críticas do presidente não caíram em saco roto e há fé em resgatar o playoff da Liga Europa
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O valente puxão de orelhas de António Salvador, logo após o final do jogo no Olímpico de Roma, não caiu em saco roto no seio do grupo de trabalho do Sp. Braga, onde é consciência geral de que é preciso arrepiar caminho na Liga Europa, procurando, pelo menos, resgatar o lugar de playoff nas duas jornadas que faltam. Do que restou da noite europeia foi mesmo a incongruência no teor dos discursos de Carlos Carvalhal e dos jogadores para o do próprio presidente. Por um lado, o treinador deu todo o mérito ao adversário quando disse não haver "muito para digerir", enquanto Paulo Oliveira, Zalazar e André Horta destacaram claramente a diferença de qualidade entre as duas equipas que ficou bem espelhada no marcador. A questão aqui é que António Salvador nem sequer fez referência ao natural poderio da Roma, registando até alguns jogos que estão para trás onde também sentiu falta de atitude, empenho e compromisso da equipa. O líder da SAD focou o "nós", mas deixou bem evidente o recado para o interior do balneário, onde já tinha descido após a derrota caseira com o Bodo/Glimt, aí registando de viva voz ao grupo o que lhe ia na alma. A diferença é que desta vez fê-lo publicamente.