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Antes de poder marcar presença na assembleia geral do clube de sábado, Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, deverá ser ouvido amanhã pelo juiz de instrução criminal Carlos Delca, no âmbito do processo do ataque à Academia de Alcochete. A confirmação do depoimento do antigo líder dos leões surge na mesma altura em que um advogado dos arguidos interpôs um novo pedido de escusa de Carlos Delca, sendo já o quarto no processo, após os três primeiros terem sido indeferidos pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TIC), segundo garantiu fonte judicial à agência Lusa.
Recorde-se que Bruno de Carvalho, Nuno Mendes (Mustafá), chefe da Juve Leo, e Bruno Jacinto, antigo oficial de ligação aos adeptos do clube, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, um de detenção de arma proibida e crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. De lembrar, igualmente, que em janeiro o TIC do Barreiro declarou o estatuto de especial complexidade do processo, pedida pelo Ministério Público, o que dilatou o prazo de prisão preventiva dos arguidos que se encontram presos, até setembro.
Por enquanto, para o dia de hoje estão agendados os interrogatórios a quatro suspeitos, sendo Hugo Ribeiro, Celso Cordeiro, Sérgio Santos e Elton Camará.