As alegadas ofertas do Benfica a árbitros, delegados e observadores, denunciadas por Bruno de Carvalho no "Prolongamento", da TVI24, já chegaram ao Ministério Público, que tem o assunto em mãos depois de a sua intervenção ter sido solicitada pela FPF. E o facto de o MP estar a acompanhar a situação é, para o presidente leonino, um sinal de que não há fumo sem fogo.
"Várias pessoas já confirmaram a questão das ofertas aos árbitros. Nós apenas divulgámos uma informação. Se as autoridades disserem que isto é possível, ficamos todos com este conhecimento. Mas parece, por esta investigação, que alguém acha que isto não é normal. Não se trata de dúvidas sobre os árbitros, pois lutamos por eles, mas sim de comportamentos. No futebol ainda há muita coisa por revelar. É uma caixa de surpresas", referiu Bruno de Carvalho numa entrevista à "Rádio Latina", do Luxemburgo.
Em entrevista ao "Expresso" deste sábado, o líder verde e branco também abordou esta temática, frisando que as ofertas encarnadas "ultrapassam a cortesia". "Se acho que é corrupção? Não. Mas ultrapassa a cortesia, não é uma camisolinha. Não acho que condicione árbitros mas creio que tudo devia ser transparente."
Leão pioneiro
Bruno de Carvalho voltou a pedir mais transparência no futebol português, com o fim dos fundos e ainda o recurso ao vídeo-árbitro. "É impossível definir os problemas do futebol português numa só palavra. Os fundos continuam a ser uma questão muito importante e entraram em força na vida dos clubes. Mas estes é que devem ser o principal centro de decisão dos seus destinos. Foi através do Sporting que se deu o começo do fim dos fundos. (...) Temos de promover alterações e ainda estamos longe daquilo que desejamos."
Patrocínio "com dignidade"
Sobre o patrocínio nas camisolas do Sporting, o presidente não pretende precipitar-se: "Não queremos que a nossa marca valha menos. Num futuro mais ou menos próximo haverá patrocinador mas queremos que seja com dignidade."