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Candinho: «Eu levava Jardel»

CANDINHO, ex-seleccionador brasileiro que fez parceria com Wanderley Luxemburgo, afirmou ao nosso jornal que se a sua equipa técnica estivesse em funções “levava Jardel ao Mundial”.

O técnico, filho de pai português (Chaves) e primo de Nélson Piquet (tricampeão mundial de Fórmula 1), está de férias em Portugal e não se inibe de elogiar o avançado do Sporting. Aliás, Candinho e Luxemburgo convocaram Jardel para dois jogos.

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“Gosto particularmente de Jardel. Aliás, quando eu e o Luxemburgo estávamos no comando da selecção convocámo-lo. Jardel não é um jogador de tabela, mas sim de conclusão. Num Campeonato do Mundo é importante um avançado com as suas características. É necessário um atacante que tenha bom jogo aéreo.”

Candinho sublinha ainda que o “estilo de jogo do Brasil é mais de tabela, mas se tivesse de escolher os 23 jogadores para o Mundial, levava cinco avançados, sendo que um deles teria as características de Jardel, ou seja, um atacante que fosse uma referência na área. Jardel podia não ser titular, mas era sempre uma opção.”

O técnico refere que “Washington é um dos avançados que se assemelha a Jardel. Mas, optaria por Jardel, pois este jogou em clubes grandes e tem mais experiência”.

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Questionado sobre se Scolari irá levar Jardel ao Mundial, afirma: “Se o Scolari seguir o mesmo raciocínio, acredito que sim.”

Quanto à qualificação do Brasil para o Mundial, o ex-seleccionador garante que “não foi complicada e nunca esteve em perigo. O Brasil não estava habituado a disputar a qualificação, já que por norma era campeão mundial. A selecção teve de fazer 18 jogos. Os jogadores reuniam-se quase na véspera dos encontros e isso não permite um grande entrosamento. Acredito que quando a selecção estiver duas ou três semanas concentrada, renderá mais no Mundial”.

Portugal, França e Argentina são os favoritos

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O ex-seleccionador do Brasil crê que o rendimento do Brasil irá melhorar bastante no Mundial. No entanto, o técnico fez questão de frisar que no seu entender “Portugal, França e Argentina são favoritos, pois mantêm a base da equipa.

Portugal, depois da campanha liderada por Otto Glória em 1966, tem agora oportunidade de fazer um bom Mundial, pois dispõe de bons jogadores, casos de Figo e Rui Costa, que actuam juntos há algum tempo. No Brasil como há muitos jogadores a escolha é mais difícil e pode acontecer que Roberto Carlos ou Rivaldo actuem com jogadores com que nunca jogaram”.

Instado a pronunciar-se sobre se os patrocinadores e a imprensa pressionam o seleccionador a escolher determinados jogadores, Candinho é peremptório: ”De modo algum. Naturalmente que há interesses e se por exemplo o Ronaldo jogar a publicidade é maior para todas as partes, mas não mais do que isso.”

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Currículo

Candinho teve carreira modesta como jogador, alinhando, como defesa, no São Paulo, Palmeiras, Olimpique, do Canadá, e Valença, da Venezuela. Como treinador, orientou Juventus de São Paulo, Portuguesa dos Desportos, Vitória da Bahia, Santos, Grémio de Porto Alegre, Corinthians, Flamengo, e Bragantino.

No estrangeiro notabilizou-se no Al-Helal da Arábia Saudita, onde venceu Taça e Campeonato. Orientou, ainda, a selecção do Brasil num jogo de apuramento para o Mundial 2002, ante a Venezuela, vencendo 6-0.

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