Como foi preparado o ataque à Academia: «Levam todos menos o Bruno Fernandes, até o Coentrão»

Enquanto os jogadores e equipa técnica do Sporting eram insultados e ameaçados por elementos da Juventude Leonina, depois da derrota contra o Marítimo, o ambiente em grupos de WhatsApp não era melhor.

No "Exército Indomável", grupo criado na referida rede social por Tiago Silva - conhecido por Bocas - 14 elementos da claque trocam mensagens sobre a partida. "Esse Patrício é uma ganda m...,, não vale um c......, esse é que devia levar umas kinkas, sargento dá uma por mim no Patrício [sic]", escreveu Gustavo da Conceição Tavares, pelas 19h09 de 13 de Maio, segundo o despacho final de acusação às agressões na Academia de Alcochete, elaboradora pela procuradora Cândida Vilar.

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A 14 de Maio, os planos tornam-se mais claros e Emanuel Calças procura saber quem vai e não vai, tentando  recrutar o maior número de elementos. "Eu vou dar bastonada no Patrício" [sic]".

"Levam todos menos o Bruno Fernandes. Até o Coentrão. Não vou andar aqui a escolher ninguém. É bater em todos e ponto", diz Ricardo Neves, citado pelo Ministério Público. As conversas ganham ritmo e o arguido começa a sugerir a divisão dos jogadores pelos agressores: "um jogador para cada um", "Mini fica com o Podence, para ser taco a taco","apanho foi lhe um chocolate fica logo estendido [sic]", "Bas Dost é para o Neves", "Samuka ficas com o Jesus", "Fico com o Battaglia fdp [sic]". Neves termina dizendo que "ninguém fica com ninguém". "Rodinha no chão, pontapés na cabeça e vão-se f.....", lê-se na acusação a que a Sábado teve acesso.

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