Jorge Jesus identificou uma necessidade estratégica no plantel do Sporting: precisa de um defesa central experiente capaz de funcionar como referência para toda a equipa. E definiu um modelo: Luisão, 34 anos, capitão do Benfica, há 12 épocas na Luz. Em Alvalade não encontra ninguém com este perfil e, nas últimas épocas, dificilmente o conseguiria.
Desde que foi campeão pela última vez, já lá vão 13 anos, passaram pelo eixo da defesa do Sporting 33 centrais. Mas a rotação de jogadores para a posição acelerou significativamente nos últimos cinco anos, período em que foram operacionalizadas 18 opções, tornando difícil a criação de referências.
Beto e Anderson Polga foram os únicos jogadores a somar mais de 300 jogos pelos Sporting, embora o primeiro, o único dos dois a sagrar-se campeão nacional, tenha jogado muitas vezes como defesa lateral-direito, posição em que António Oliveira o selecionou para o Mundial'2002. Beto jogou dez épocas no clubes e participou em várias duplas, com André Cruz, Hugo, Quiroga, Babb, Contreras, Enakarhire, Tonel e o próprio Polga. Capitão de equipa, a sua capacidade permitia-lhe enquadrar quem chegasse. À semelhança do que acontece no Benfica, com Luisão.
Campeão do Mundo pelo Brasil, Anderson Polga foi mesmo o defesa central com mais partidas (342) realizadas pelos leões, mas o seu perfil discreto nunca lhe permitiu assumir verdadeiramente o papel de chefe da equipa.
Depois de Beto, André Cruz e Polga, acima da centena de jogos só passaram pela defesa dos leões mais três jogadores: Tonel, Daniel Carriço e Miguel Veloso, embora este de forma muito episódica. Formado como defesa central, foi poucas vezes utilizado como tal, tendo jogado maioritariamente no meio-campo e em alguns jogos a lateral-esquerdo.
Com perfil para liderar a defesa do Sporting - tendo chegado a assumir o estatuto de capitão de equipa - Daniel Carriço acabou por sair dadas as necessidades financeiras da SAD. A partir dele, os jogadores mais utilizados no eixo da defesa foram o argentino Rojo (62 jogos, em duas épocas), o brasileiro Xandão (40) e o português Paulo Oliveira (40), que permanece no plantel e conseguiu na época passada assumir o estatuto de indiscutível, mas, para Jorge Jesus, é demasiado jovem e ainda não ganhou peso para ser líder.
DEFESAS CENTRAIS NO SPORTING ENTRE 2002 E 2015
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