A poucas horas de o Sporting entrar em campo, frente ao V. Guimarães, para lutar pelo bicampeonato, Franco Israel mostrou-se absolutamente rendido aos sportinguistas pelo apoio que têm demonstrado à equipa.
"A forma como os adeptos sentem... Saímos da Academia e está cheio de pessoas. Aqui [Portugal] vive-se muito o futebol", admitiu, em declarações ao 'Sport890', ciente de que a equipa está a um curto passo de fazer história. "Falta o jogo com o V. Guimarães em casa. Dependemos de nós. Se ganharmos, somos campeões, bicampeões, algo que o Sporting não consegue há 70 anos. Tive sempre a sorte de estar em equipas que lutam por títulos e que jogam para ganhar. Creio que todos os futebolistas querem lutar por isto, por ser campeão e por coisas importantes. A liga portuguesa é muito competitiva".
A título pessoal, o guarda-redes de 25 anos, que em janeiro perdeu a titularidade para Rui Silva, reconhece que a quebra de minutos é algo "complicado", mas de qualquer forma diz-se "contente e feliz" de leão ao peito. "Ultimamente não estou a ter tantos minutos, mas na parte inicial da temporada pude jogar. É complicado porque todos queremos jogar sempre e competir. São coisas do futebol. As coisas mudam muito, seja para o bem ou para o mal. É uma etapa. Estou pronto e à espera da oportunidade", sublinhou.
Há quase três anos no clube e em Lisboa, o internacional uruguaio garante estar "bem adaptado", pese não ter ainda concretizado um grande desejo: exprimir-se num português "perfeito". "Vivo numa zona exterior [de Lisboa], ou seja, não vivo no centro. É tranquilo, a 5 minutos da praia. Vivo em total relaxamento, embora seja bastante caseiro, não gosto muito de sair. Língua? Em Itália [na Juventus] ou falava em italiano ou não falava, porque eles não falavam inglês. 90% dos italianos só falam italiano. Tive de aprender italiano sim ou sim. Aqui, falo espanhol. Não espanhol como falamos no Uruguai, mas uma mistura entre espanhol e português e eles percebem tudo. Adorava falar um português perfeito, mas não falo. O Seba [Coates] esteve cá 7 ou 8 anos e fala como eu, pior até. O Manu [Ugarte] defende-se um bocadinho mais", gracejou.
Em relação ao passado, Franco Israel lembrou a relação com Cristiano Ronaldo, de quem foi companheiro de equipa na Juventus, e assume que o craque português é um "monstro". "É impressionante. Não era fanático, mas desde miúdo sempre gostei muito dele. Conhecê-lo e partilhar o dia a dia com ele... É diferente do que mostra em campo. Ele era como se fosse mais um, não era como se fosse o Cristiano e os outros. A presença que ele tem - a aura, como se diz agora - é impressionante, não senti isso com mais ninguém no futebol", rematou.
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