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Hjulmand não esquece festa do Sporting: «O nosso autocarro parecia uma enorme carrinha de estudantes»

• Foto: Sporting CP

Enquanto a maioria do plantel do Sporting já goza férias, Hjulmand está ainda em ação, ao serviço da Dinamarca, na preparação para o arranque do Europeu. Ainda que noutra realidade, o médio, de 24 anos, tem ainda fresca na memória a festa do título nacional - curiosamente, cumpre-se hoje um mês desde que os leões deflagraram os foguetes, na noite de 5 para 6 de maio.

"Apanharam-nos, no nosso estádio, num autocarro grande e aberto, que se pode comparar a uma enorme carrinha de estudantes. Depois, fomos até ao centro da cidade, onde centenas de milhares de adeptos cantaram, dançaram e fizeram a festa connosco. Foi uma festa enorme", recorda, em declarações ao 'Tipsbladet', vendo neste o ponto alto do seu ano: "A minha estreia pela seleção, em setembro, foi um grande dia. Mas o título ofusca tudo. Foi uma sensação doida".

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Ao olhar para trás, o internacional dinamarquês fala numa "época entusiasmante", que arrancou com um "pequeno período de ajuste" quando chegou a Alvalade, no verão passado. "Deveu-se ao facto de não ter feito a pré-época. Além disso, o futebol que é praticado em Portugal é diferente do que em Itália. Acho que é muito mais intenso. Por isso tive de construir esse perfil, completamente diferente do que tinha antes [no Lecce], que é mais adequado ao sistema do treinador", avaliou.

A este propósito, o camisola 42 dos verdes e brancos só tem elogios a dar quando o nome de Rúben Amorim veio à baila. "Tem sido muito bom. Foi difícil, porque ele tinha expectativas altas para mim no início, sobre a forma como ele me via como um jogador e como eu devia evoluir. Ajudou-me em muitas áreas e moldou-me como jogador. E é um treinador muito bom taticamente", sublinhou.

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No Europeu para "ir longe"

Hjulmand esteve em plano de evidência no particular entre a Dinamarca e a Suécia (2-1) - entrou aos 61 minutos, assistiu o golo de Eriksen e ainda evitou o de Holm, já na compensação.

De olhos postos na estreia num Europeu, o leão sente-se "muito orgulhoso". "Jogar este tipo de competições é o que qualquer jogador quer. Estou muito contente e ansioso", admitiu, certo de que a sua seleção tem o que é preciso para chegar às rondas finais: "Temos muita qualidade, vejo um futuro risonho para nós. Com a mentalidade que temos na equipa, sei que provavelmente vamos chegar longe".

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Por Ricardo Granada
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