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Ioannidis aborda mudança para o Sporting e relação com Pavlidis: «Jantamos com frequência»

Ioannidis
• Foto: Pedro Ferreira

Ioannidis explicou, numa extensa entrevista ao comentador grego Demis Nikolaidis (também antigo internacional pelos helénicos), por que acabou por ficar mais uma temporada no Panathinaikos antes de rumar ao Sporting no mercado de verão, admitindo que o desejo do presidente acabou por falar mais alto.

"Foi uma combinação de fatores. Da minha parte, estava a pensar em dar esse passo. Não tinha a certeza. Tenho uma relação muito boa com o meu pai. Aconselha-me principalmente sobre como reagir a uma situação ou como lidar com um período difícil. Nunca me disse para sair ou algo do género. Perguntou-me como me sentia. Se tivesse escolhido sozinho, teria dito para sair. Mas não tenho a certeza porque também amava o Panathinaikos. Gostava da rotina diária. E a minha zona de conforto teve um papel importante. A mudança assusta. Agora, olhando para trás, percebo que não devia ter tido tanto medo. Porque acabaria por acontecer, começou por afirmar na conversa que foi transmitida no canal de Youtube 'Demis Dialogues'.

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E prosseguiu: "A razão pela qual não aconteceu naquele ano foi porque tive uma conversa com o presidente, a quem sou muito grato por me ajudar com todos os meus problemas, todos os anos. Estava ao meu lado nos treinos e atrás das câmaras. Está sempre presente para todos os jogadores, mesmo que não pareça, porque não quer que seja óbvio. Teve um papel importante porque disse-me que gostaria que ficasse mais um ano para ajudar a equipa porque queria que ganhássemos o campeonato juntos. No final, isso não aconteceu por várias razões. Não foi uma escolha minha, tinha um contrato. Tive de o ouvir e respeitar a sua opinião".

Além disso, o avançado de 25 anos abordou outras questões relacionadas com a passagem no Sporting, entre elas a pressão que sente em Alvalade. "Sinto que em Portugal há mais espaço. Criamos muitas oportunidades. No Panathinaikos, no último ano e meio, a bola não chegava tão facilmente à área e eu sentia-me obrigado a recuar até ao meio-campo para ajudar na construção. Aqui não faço isso. O treinador e a qualidade dos meus colegas (como Trincão ou Pote) permitem-me ficar mais perto da área, mais descansado para o momento final. O primeiro que disse ao meu pai foi: "Não me sinto cansado quando chego à área. Há diferenças em muitos aspetos, especialmente na mentalidade. A pressão é diferente para um grego na Grécia e para um grego no estrangeiro. Aqui em Portugal as coisas são mais alegres, mais agradáveis. Não há tanta pressão negativa. Talvez por o Sporting ser uma equipa de sucesso nos últimos anos, isso ajude, mas estou a desfrutar muito mais do futebol aqui", frisou.

De resto, Ioannidis lembrou ainda a relação com o companheiro e compatrita Vagiannidis, além de revelar que costuma passar algum tempo com Pavlidis. "O Vagi já cá estava há um mês quando cheguei e ajudou-me muito no balneário. Com o Pavlidis jantamos juntos com frequência, é muito bom ter esse apoio", assumiu, elogiando ainda o crescimento do lateral sportinguista.

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"Ele está bem, mas a concorrência é muito forte, com o Fresneda e outros jogadores. O treinador gosta muito dele, é apenas uma questão de tempo até ele começar a jogar mais regularmente", apontou.

Por Filipe Balreira
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