Além da passagem pelo Benfica e dos elogios a Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus recordou o ataque à Academia quando era treinador do Sporting e como isso marcou negativamente a sua carreira. Aliás, na entrevista ao 'Primeira Pessoa', da RTP, o treinador português disse mesmo que nunca mais conseguiu ver um jogo dos leões ao vivo.
Que importância teve para si viver o momento do assalto à Academia?
"No momento, na altura em que aquilo estava a acontecer, não foi difícil porque confrontei-me com a situação. Eu não tenho medo. Estava lá e entrei. Fui agredido, tentei defender os meus jogadores, como é óbvio. Senti o perigo, mas emocionalmente não senti o que hoje sinto. Marcou-me tão profundamente que nunca mais consegui ver um jogo do Sporting ao vivo. Nunca mais. Os jogadores nunca mais quiseram treinar. E eu pedia-lhes 'nós temos que treinar'. E eles 'mas nós não conseguimos entrar dentro de Alcochete, míster. Não nos peça. Não conseguimos entrar dentro de Alcochete'. Naquela altura nem os percebia muito bem, mas hoje percebo"
É o momento mais duro da carreira?
"É. Já perdi várias finais. Perdi duas finais com o Benfica da Liga Europa, mais importantes do que a Taça de Portugal, mas sentimentalmente não me marcaram como aquela. Aquela final veio de um contexto em que mexeu comigo no futuro"
Já perdoou às pessoas que fizeram aquilo?
"Já. Aquilo não são os verdadeiros sportinguistas. Um verdadeiro sportinguista ou benfiquista não toma atos daqueles. Aproveito esta oportunidade para dizer a todas as claques dos clubes 'esqueçam isso'. Não é essa pressão que faz com que os jogadores corram mais, pulem mais, saltem. É a pressão positiva. Podem fazê-lo no estádio dar a entender o desagrado, agora fora do estádio... esqueçam isso. Tirem isso das vossas cabeças"
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