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José Eduardo Bettencourt: O candidato perfeito continua no mesmo lugar

José Eduardo Bettencourt: O candidato perfeito continua no mesmo lugar
• Foto: PEDRO FERREIRA

José Eduardo Bettencourt como presidente do Sporting pode estar no imaginário de muitos sportinguistas - inclusivamente no do próprio, conforme o disse numa entrevista a este jornal -, mas não se assume neste momento como um cenário em construção, nem sequer passível de ser viável no imediato.

A notícia dada à estampa ontem nos dois jornais concorrentes de Record, criou a expectativa de que está em marcha um movimento no sentido de congregar vontades para que o atual vice-presidente do Conselho Diretivo e antigo administrador da SAD suceda a Filipe Soares Franco. Mas independentemente do facto de uma eventual candidatura de Bettencourt, a verificar-se, não apanhar ninguém de surpresa e não obstante as vontades que se tenham manifestado desde que Franco anunciou que não iria continuar, a verdade porém é que nada há de concreto que sustente a forte possibilidade de Bettencourt ser candidato à presidência do Sporting.

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Nada mudou

Tudo como dantes é a expressão que melhor se pode aplicar à vida profissional e ao envolvimento clubístico de José Eduardo Bettencourt. Membro do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Banco Santander, o vice-presidente do Conselho Diretivo do Sporting mantém-se concentrado na sua atividade profissional e não houve qualquer dado novo que tivesse aberto expectativas diferentes para o seu trajeto no futuro, para além das funções que atualmente desempenha.

Consensual

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O facto de ser uma figura consensual e capaz de unir e mobilizar a família sportinguista, além das capacidades já demonstradas como dirigente e de ser um homem da banca, tornam Bettencourt um candidato perfeito. Mas daí a sê-lo efetivamente vai um grande passo e sobretudo um conjunto complexo de equações que neste momento continuam sem resolução à vista.

Bettencourt nunca escondeu o desejo de um dia ser presidente do Sporting e como qualquer sportinguista alimenta esse sonho. Porventura chegará o dia em que, reunidas todas as condições, possa avançar. Mas é muito remota a hipótese de isso acontecer até junho.

Seguramente agradado com os elogios e o amplo consenso que gerou ontem nos órgãos de comunicação social, a verdade é que Bettencourt será sempre dos últimos a provocar falsas ilusões aos adeptos e sócios do Sporting.

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Jogo político

Como se devem então interpretar as notícias coincidentes que colocaram Bettencourt no centro das atenções durante o dia de ontem? Duas leituras. Por um lado, há quem considere que a notícia da candidatura iria obrigá-lo a anunciar se está ou não disponível para entrar na corrida eleitoral - permitindo assim que outros potenciais e putativos candidatos pudessem em conformidade definir as suas posições. Por outro lado, há quem entenda que lançar o nome de Bettencourt, perante um vazio que se perspetiva, seria uma forma de o pressionar a aceitar o desafio da presidência.

"Tráfico de influências", disse mesmo um alto dirigente do Sporting a Record quando confrontado com o objetivo e timing da notícia de que Bettencourt estava a ganhar força como candidato.

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Seja o que for, a verdade é que não houve nos últimos tempos qualquer desenvolvimento significativo que tenha colocado Bettencourt no caminho da sucessão de Franco. Pelo menos, por enquanto.

Congresso e... depois?

Estava previsto Bettencourt marcar presença no Congresso [ver caixa], de onde os responsáveis leoninos esperam que saia uma linha de orientação para o futuro do clube. "Uma linha mais colada ou mais contestatária ao rumo da atual direção", segundo foi confidenciado a Record.

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O que continua por aparecer é um real candidato, apesar de Soares Franco ter anunciado há mais de dois meses que não iria recandidatar-se. Rogério Alves terá desistido de se lançar na corrida eleitoral, enquanto Abrantes Mendes e Aguiar de Matos continuam em... banho-maria. Não tendo até hoje surgido um nome capaz de aglutinar vontades e consensos e não se vislumbrando quem tenha carisma para o conseguir, existe o risco do Sporting cair num vazio diretivo. Uma situação, no entanto, que os atuais órgãos sociais não permitirão, estando de todo afastado, caso não se oficializem candidatos, o cenário de uma Comissão de Gestão.

Mais informações na edição impressa de Record desta sexta-feira

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