Karen lança confusão

Karen lança confusão
• Foto: Paulo Calado

Jardel e Karen Ribeiro são, pela projecção do jogador, figuras públicas. Sabem disso. Daí que, respeitando a privacidade a que têm direito, Record manteve com Karen um diálogo longo, abordando os assuntos mais importantes de uma situação que gerou expectativa, apreensão e curiosidade no mundo da bola e não só. Desse diálogo, publicado na nossa edição de 27 do corrente, não retiramos uma vírgula. Mais: Karen começou por nos avisar que "infelizmente não posso contar a verdade toda, porque Jardel é o pai dos meus filhos e não quero que ele acabe a sua carreira depois do que eu falei!" Tudo isso foi religiosamente respeitado. Por obrigação à ética, à deontologia e, porque não acrescentá-lo, à privacidade do casal.

Porém, estranhamente, Karen Ribeiro, depois da publicação da citada entrevista, tem feito um ror de desmentidos. Uns directos, outros indirectos.

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Começou pela "proposta apresentada por José Veiga a Mário Jardel, em Maio, para uma transferência directa para o Benfica". Afirmou-o, claramente. Se o deveria ter feito ou não, ela o sabe. E tanto isto é verdadeiro que, no passado Domingo, cerca das 16 horas, Karen contactou-nos, argumentando primeiro que "não afirmara nada de José Veiga" mas, depois, confrontada com outras afirmações suas sobre o mesmo assunto, solicitou rectificássemos na edição seguinte – a de ontem – que "por favor, bota no jornal que o clube não era o Benfica, mas sim o Real Madrid". Sem deixar de vincar que a sua afirmação inicial apontava o Benfica como o clube de destino, concordámos fazer, em discurso directo, tal correcção. Só que, dez minutos depois, Karen volta a ligar-nos e, desta vez, a pedir para "deixa para lá, não vale a pena mexer mais no assunto".

Obviamente que estranhámos tal mudança de opinião mas, uma vez mais, respeitámos a sua vontade.

Ontem, porém, numa entrevista a um diário desportivo, Karen faz um ror de afirmações que, repetimos, por imperioso respeito à verdade, aos nossos leitores e a nós próprios, não podemos deixar passar em claro.

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Daí que, sejamos obrigados a voltar a citar várias afirmações suas.

Outras citações poderíamos fazer mas não desejamos continuar a alimentar uma novela para a qual em nada contribuímos. No jornalismo não cabe a palavra "invenção". A objectividade assenta na verdade. E se Karen Jardel tem, como nos disse, um advogado, em Lisboa, a "recolher a matéria " teremos todo o gosto em lhe facultar uma cópia da gravação feita.

Karen em discurso directo

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"Infelizmente, não posso contar a verdade toda, porque Jardel é o pai dos meus filhos e não quero que ele acabe a sua carreira depois do que eu falei!"

"Fui eu que levei os meus filhos a Fortaleza para o Jardel os ver e, enquanto esteve em Fortaleza, ele só uma vez ligou para falar com os filhos. Nas outras vezes, a iniciativa foi minha, embora, em muitas delas, me dissessem que ele não estava. Imagina, eu não deixar ver os filhos..."

"Os directores do Sporting sabem a verdade toda."

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"Acredito que Jardel não tenha falado isso [as mentiras] que têm saído. Ele também me conhece e sabe que jamais ouviria da minha boca o que realmente aconteceu. Disse para o senhor Artur [n.r.: um grande amigo e compadre do casal] aconselhar o Jardel a no mínimo ser homem e chegar lá [n.r.: a Portugal] e assumir que foi ele que pediu a separação, que nunca tirei dinheiro nenhum dele e que o que está saindo é pura mentira. Ele assuma e conte a verdade. Só isso que eu quero!"

"Disse ao senhor Artur: estou muito chateada com o senhor. Sei que foi a S. Paulo e não me procurou. O senhor é padrinho dos meus filhos. Sabes o que ele disse? "Karen me ligaram de Portugal a dizer que você estava na Suíça tirando dinheiro!" As pessoas são muito maldosas."

"Jardel, antes de viajar para Portugal, me ligou três vezes. Eu não o atendi!"

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"[Jardel] vai ter que cair na real e não pode continuar a levar a vida que está levando."

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