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A contestação à equipa do Sporting foi uma das notas dominantes da noite fria, em Alvalade. Nos últimos minutos de jogo, com lenços brancos, e já depois à porta da garagem, numa altura em que cerca de 80 adeptos aguardavam a saída dos intervenientes no desafio.
Os primeiros sinais de revolta notaram-se nos momentos das saídas de Carlos Martins e João Pinto, que foram assobiados, acontecendo o contrário quando Mbayo e Cihan recolheram aos balneários: os adeptos leoninos dispensaram aos turcos uma forte ovação, que se repetiu no final do jogo.
A partir dos 49 minutos, os sócios leoninos não conseguiram calar a sua ira e frases como "são uma vergonha" ou "joguem à bola" foram perceptíveis na bancada. No entanto, o ambiente acabou por serenar até perto do apito final, numa altura em que as bancadas começavam a ter menos pessoas, já que muitos foram os sportinguistas que, a partir dos 73 minutos, abandonaram o estádio.
O jogo terminou. E o estádio ergueu-se: Para aplaudir o Gençlerbirligi e acenar com lenços brancos ao Sporting. Os primeiros desta temporada.
Um cenário que "faz parte do futebol", como disse Fernando Santos. "Percebo as pessoas e todos esperávamos seguir em frente. Ainda por cima, este resultado foi pesado. Sou o líder do grupo e não me vou excluir de responsabilidades", acrescentou.
Já Dias da Cunha, presidente do clube e da SAD, optou por ter uma visão própria destes acontecimentos. "Estes lenços brancos não são para o Fernando Santos, mas para a despedida da UEFA, esta época. Prefiro interpretar assim as coisas", afirmou.
Assim que o jogo terminou, os adeptos leoninos aglomeraram-se junto à garagem, à espera da saída dos jogadores e técnicos. A confusão ali criada obrigou a um reforço policial junto à zona, mas a intervenção dos agentes da autoridade acabou por não se verificar.
Isto porque, a maioria dos jogadores, equipa técnica e administradores da SAD saíram pela porta da maratona e não pela garagem, como habitualmente acontece.
Homenagem a Hugo no aquecimento
Hugo foi, dos jogadores do Sporting ausentes, o mais lembrado. Quando as equipas estavam no habitual aquecimento, o "speaker" do estádio pediu uma salva de palmas para o jogador que, esta semana, foi operado, devido a uma lesão no tendão de Aquiles, e que o afasta dos relvados até final da época. "Hugo, estamos à tua espera. Estás nos nossos corações. Volta depressa, fazes falta", ouviu-se. Os adeptos corresponderam...
Benfica em directo nos ecrãs gigantes
Os adeptos que chegaram mais cedo ao estádio assistiram, nos ecrãs gigantes, ao Molde-Benfica. Apesar dos poucos espectadores presentes nas bancadas, na altura, foram perceptíveis alguns assobios quando Tiago marcou o primeiro golo dos encarnados. A transmissão da partida foi interrompida a trinta minutos do final do jogo, quando os leões deram prioridade à música para animar as bancadas.
Minuto de silêncio antecede encontro
Antes do início da partida, foi cumprido um minuto de silêncio, solicitado à UEFA pelo clube de Alvalade. O gesto visou prestar uma homenagem às vitimas dos ataques terroristas cometidos na Turquia, neste mês de Novembro. Refira-se que foi o secretário técnico do Gençlerbirligi que se dirigiu aos adeptos presentes, através da instalação sonora do estádio, e explicou-lhes a que se iria dever o minuto de silêncio.
Boas-vindas leoninas a adeptos turcos
Os poucos adeptos do Gençlerbirligi presentes na bancada - onde colocaram uma bandeira do país -, e que não atingiam as três dezenas, foram bem recebidos pelo "speaker" do Estádio de Alvalade que, em inglês, lhes desejou as boas-vindas a Portugal e ao recinto dos leões. Uma mensagem que foi extensiva à embaixadora da Turquia em Portugal, e que fez questão de assistir "in loco" ao encontro, na tribuna VIP do estádio.
Turcos em campo são assobiados
Os jogadores do Gençlerbirligi pisaram o relvado numa altura em que o estádio estava praticamente vazio, dado faltar quase uma hora e quarenta e cinco minutos para o jogo começar. Minutos depois entrou o quarteto de arbitragem, chefiado pelo belga Johan Verbist. Mais tarde, e a pouco mais de trinta minutos do início da partida, os turcos ouviram uma forte assobiadela quando voltaram para o habitual aquecimento.