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Marcus Edwards: «Ganhar ao Arsenal aproximou-nos bastante. Fez algo quanto ao ambiente»

• Foto: Pedro Ferreira

Conhecedor do futebol inglês, não tivesse crescido a adorar o desporto-rei nas terras de sua majestade, Marcus Edwards mostra-se orgulhoso pelo recente apuramento do Sporting diante do Arsenal, clube da sua terra natal, tendo destacado a exibição leonina no Emirates. Em entrevista à Sporting TV, o extremo de 24 anos lembrou o apuramento nos 'oitavos' da Liga Europa e confessou até que tal prestação uniu ainda mais o grupo de trabalho.

"Ganhar no Emirates foi um momento de loucos para toda a equipa. Aproximou-nos bastante. Porque, numa época que às vezes tem corrido mal, vencer assim, avançar para a próxima fase diante de uma equipa como o Arsenal, fez algo quanto ao ambiente que se vive diariamente. Todos apontavam o Arsenal como favorito, mas nós como equipa e com o treinador Rúben Amorim, acreditávamos em nós. Porque sabemos o quão bem treinamos todos os dias. Jogamos o jogo pelo jogo e sabemos quão bem conseguimos jogar e quão bons somos. Quando estávamos a ver o filme, sabíamos onde os podíamos afetar. Estávamos confiantes que podíamos vencer e fizemo-lo", começou por explicar, antes de vincar o desafio que colocaram os gunners: "Isso é incrível e mostra o nível da equipa. O Arsenal é líder da Premier League, que dizem ser a melhor Liga do Mundo. Para nós superiorizarmo-nos nesse período, e podíamos ter vencido, mostra muito. Penáltis? Sim, foi de loucos. Sabíamos que o Nuno Santos ia marcar porque sabemos o quão bom é tecnicamente. Foi de loucos..."

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De resto, ao analisar a sua trajetória pelo clube de Alvalade, Edwards não esquece os tempos iniciais, nos quais, garante, passou por umas dificuldades. Ainda assim, apontou o plantel dos leões como um grupo onde se conseguiu inserir perfeitamente. "Quando cheguei aqui, foi uma grande mudança para mim. O Sporting está um nível acima, tive de me adaptar rápido, o treino é diferente, o treinador exige muito, e levei tempo até me habituar a isso e estar integrado na equipa. Quando olho e comparo os primeiros meses e agora, evoluí. Claro que ainda quero mais e ajudar a equipa. Aqui é uma família. Nunca tinha experienciado isso numa equipa, é um ambiente familiar e bom. Não me lembro da primeira conversa [com Amorim] mas sei que acredita muito em todos os jogadores", sublinha, sem esquecer, igualmente, a amizade com jogadores como Fatawu e St. Juste, que falam também inglês. "Fica tudo mais fácil. Quando vais para outro país, é bom teres jogadores que falem e pensem como tu. Torna o teu tempo mais fácil. É mesmo uma grande família aqui. É difícil chegar a meio porque a equipa já está toda organizada. É bom ter uma pré-temporada para o treinador ver um pouco mais daquilo que podes fazer. Quando tens tantos jogos, é difícil ter longas sessões de treinos porque os jogadores têm de descansar. É quase recuperar, treinar e jogar...", defende.

Sem esquecer o papel da família de sangue, que o ajudou nos primeiros tempos em Alvalade - "só estou aqui por causa deles", revela -, o jogador inglês relembra que no futebol existem "muitas contrariedades", mas aponta também o facto de ter feito "amigos para a vida" neste desporto.

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Além disso, Edwards desvendou o segredo para o sucesso demonstrado no drible curto. Um aspeto que mereceu o dedo do seu pai. "Tens de criar a tua personalidade, passar por experiências. Não joguei muito futebol de rua. A razão pela qual jogo desta forma é porque o meu pai, quando íamos a um restaurante ou algo do género, estacionava o carro longe, dava-me a bola e dizia para eu driblar em direção ao restaurante. Tinha sempre uma bola nos pés quando era bem mais novo. É a razão porque tenho este estilo de jogo e não porque jogava futebol na rua", vincou.

Por Record
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