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150 jogos! Foi este o número redondo atingido por Morita no clássico da passada terça-feira, na vitória por 1-0 diante do FC Porto, na 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Confessando que viveu um momento "incrível", o médio descreveu-o à Sporting TV, onde ainda fez algumas revelações, admitindo que chegou a estudar direito e, no futuro, equaciona vender pastéis de nata no Japão.
"Foi incrível. Sabia que estava perto dos 150 jogos, mas não me tinha apercebido de que ia acontecer num jogo contra o FC Porto. Foi muito especial. Estou muito feliz, ainda para mais por termos vencido o jogo, no Estádio José Alvalade. Foi um grande dia", reconheceu o jogador, de 30 anos, que recordou as suas primeiras impressões quando chegou ao Sporting no verão de 2022: “Percebi logo que era um clube enorme. Quando estava no Santa Clara, o meu objetivo era vir para este clube. E aconteceu. Lembro-me bem do primeiro dia, embora nessa altura não conseguisse falar praticamente nada em inglês. Acho que agora estou melhor. É um prazer enorme estar aqui e jogar neste clube... É incrível".
Já com dois campeonatos e uma taça conquistados de leão ao peito, o jogador garante que o plantel leonino "é uma família" e destacou as festas de celebração no Marquês de Pombal. “Para mim, o melhor momento foi quando chegámos ao Marquês. Havia muitas luzes verdes e um ambiente incrível. Mas foi uma noite muito longa e não consegui estar sempre a festejar [rindo]. Sentei-me muitas vezes no chão, a absorver tudo e a aplaudir. O segundo campeonato foi ainda melhor que o primeiro", assinalou o camisola 5, que também destacou a conquista da Taça de Portugal: "Não foi um jogo fácil, nunca é quando jogamos contra Benfica. O Estádio Nacional é muito tradicional, tinha uma atmosfera especial e foi uma experiência diferente. Mas conseguimos ganhar a Taça. Eu nunca tinha conquistado esse troféu, por isso foi mais um momento muito especial".
A nível de recordações, o japonês também destacou o golo apontado a 30 de setembro de 2022, na vitória para a Liga diante do Gil Vicente (3-1). "O Nuno Santos tentou rematar e acabou por me assistir. Eu só tive de tocar na bola. Fiquei muito feliz. O golo em si não foi nada de especial, mas é uma memória muito boa. Nunca vou esquecer esse dia", acrescentou o futebolista que ainda destacou algumas amizades que tem cimentado em Alvalade: "Tenho uma boa relação com todos. Hoje, por exemplo, tenho planos para ir almoçar com o Zeno Debast e o Iván Fresneda. Adoro-os e sinto-me muito confortável com eles. Como já disse, este clube é uma família. Posso dizê-lo do fundo do coração. O Sporting faz parte de mim".
Do bacalhau ao pastel de nata
A viver em Portugal há seis anos, Morita não teve o período de adaptação mais fácil que começou em São Miguel, nos Açores, mas agora confessa-se totalmente integrado na sociedade portuguesa.
"Sinto-me muito confortável aqui. Já estou em Portugal há cinco ou seis anos e gosto muito de viver aqui. As pessoas são muito calorosas. Sempre que vou a um centro comercial ou a outro sítio qualquer, os sportinguistas, e até adeptos de outros clubes, vêm falar comigo e cumprimentar-me. Gosto muito das pessoas e também da comida. É tudo perfeito", garantiu ainda o médio, que só não parece rendido ao bacalhau: "Não é muito o meu tipo de comida, mas gosto muito de arroz de marisco e de peixe. É muito bom. Também gosto muito de pastel de nata. Até já disse à minha mulher que, quando voltar ao Japão, talvez abra um restaurante de natas. Também vou muitas vezes a restaurantes japoneses para comer ramen ou sushi.".
Revelando que tentou a sorte no ténis antes de tentar singrar no futebol, o internacional japonês também contou que chegou a pensar em tirar o curso de direito, mas a toga (traje profissional dos advogados) foi suplantada pelas chuteiras. "Estudei Direito. Mas não me façam muitas perguntas sobre a universidade… não aprendi muito [rindo]. Conciliava com o futebol, lá é normal", afirmou o jogador que foi vítima da tradução do célebre da série de banda desenhada 'super campeões': "Não sei se o desenho animado me inspirou, mas é um dos animes mais populares do mundo. No Japão, os nomes das personagens é diferente. Chamam-se Tsubasa e Misaki. Quando cheguei ao Santa Clara, toda a gente me perguntava “Conheces Oliver e Benji?” e eu ficava “Como? Repete, por favor. Em relação a séries gosto muito do 'Attack on Titan'. Têm de ver pois é a minha série favorita".
Terminando a admitir que por vezes sente "saudades da família, o futebolista ainda deixou uma mensagens aos sportinguistas. "Obrigado por nos apoiarem sempre. Sinto que lutamos todos juntos e que estamos lado a lado. Mesmo quando não jogamos bem, os adeptos apoiam-nos sempre e empurram-nos para a frente. Só quero dizer obrigado. Vamos continuar juntos até ao fim", garantiu.