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Em janeiro de 2012, quando recuperava de operação ao tornozelo esquerdo, Rinaudo concedeu uma entrevista de conteúdo surpreendente. “Não sou do mundo do futebol. Espero ganhar estabilidade financeira e retirar-me antes dos 30 anos”, declarou então. Estas afirmações, apesar de inesperadas, mais não foram, porém, do que a confirmação de que o médio do Sporting tem outras preocupações e interesses para lá dos relvados. Prova deste facto, justamente, é o apoio concedido pelo médio argentino aos compatriotas vítimas de cheias em La Plata, na província de Buenos Aires. A ligação de Fito àquela cidade é muito forte, devido à passagem pelo Gimnasia local (de onde se transferiu para o Sporting).
Assim que tomou conhecimento da tragédia, que provocou mais de 50 mortes e causou elevados danos materiais, Rinaudo organizou uma recolha de bens na cidade natal de Armstrong, Santa Fé (a 450 km de La Plata), numa operação coordenada pelo pai, Luis, e amplamente elogiada na imprensa. “Fito viveu tudo isto com grande angústia. Podem não acreditar, mas ele disse-me que preferia estar aqui, com a sua gente, do que acompanhar à distância”, revelou Luis Rinaudo. Alimentos, produtos de limpeza, vestuário e outros artigos já foram distribuídos por diversas associações.
Rojo apoia
Marcos Rojo é natural de La Plata (iniciou-se no Estudiantes). O central do Sporting também se associou ao apoio às vítimas, difundindo meios de ajuda através da rede social Twitter.