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Rúben Amorim explica tática para a Champions: «Se tivermos a bola, vai-se ouvir o silêncio no estádio»

Antes da partida com o PSV, a contar para a 2.ª jornada da fase regular da Liga dos Campeões, Rúben Amorim lançou o encontro e, em declarações à Sporting TV, perspetivou um desafio complicado mas interessante para os leões, além de abordar a chamada de St. Juste à Holanda, bem como a ausência de Matheus Reis.

Frente a frente duas equipas só com vitórias nos campeonatos...

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"Sim, duas equipas sem derrotas na Liga e duas equipas que perderam a supertaça. Uma a sofrer 4 golos, eles marcaram mais um do que nós. É uma equipa muito similar, acho que temos os mesmos golos, temos apenas menos dois sofridos do que o PSV. Gosta de atacar, de pressionar alto e temos de ser inteligentes nisso. Há jogadores ali que têm uma influência muito grande, principalmente no último terço do Bakayoko e [Luuk] de Jong. É importante controlarmos a ligação entre eles. Um jogo em que temos de ser bons no início e bons a defender bem, mas principalmente termos a bola. Porque eles vão entrar com um ritmo alto e não levamos com esse ritmo da parte dos adversários. Temos de estar mentalizados com o adversário."

Houve gestão do PSV na Liga. Estas mudanças podem mudar o ritmo de jogo e estratégia? 

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"Muda, muda. A atitude e forma de atacar, a intensidade a atacar, não muda, mas muda a forma de jogar. Com um jogador do meio-campo que não vai jogar [Veerman] porque se lesionou na última jornada, isso pode mudar. O Noah Lang, que começou a época, é um jogador que desequilibra na frente e poderá jogar. Preparámos isso tudo mas principalmente pensámos na forma como vamos atacar contra uma equipa que pressiona alto e muitas vezes fica com referências individuais. Temos de ser bons no que é o básico do futebol, passe e receção e na orientação do corpo para termos mais espaço do que habitualmente temos na nossa Liga. Vai ser um jogo interessante e temos de dar uma resposta."

Este treinador Peter Bosz já passou por grandes equipas, Leverkusen, Dortmund, Ajax... É dos treinadores de que dá gosto tirar ideias? 

"Acima de tudo, é um treinador que não abdica da sua ideia, independentemente do adversário. Isso é bom para os jogos, porque sabemos que vamos sofrer a defender, mas também ter espaço no ataque. E às vezes o ataque até vai parecer um bocadinho partido, porque é cultural também. Nós somos um bocadinho diferentes, mas estamos num momento em que não podemos abdicar da nossa ideia. Portanto, é um treinador que vai jogar da mesma forma e isso abre-nos espaço. Mas vamos ter de saber defender como não o fazemos na nossa Liga."

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Como está o estado físico do Jer [St. Juste]? 

"Vai viajar, mas não está apto, digamos assim, para o jogo. Vai viajar porque temos um treino a seguir ao nosso jogo, no dia a seguir, e quero que o Jer tenha o máximo de treino com a equipa. Não quero que trabalhe à parte. Quem não viaja são os que não podem integrar treino de equipa, para evitar viagens e recuperar o mais rapidamente possível. Não temos tempo a perder e queremos o Jer apto."

Lesão do Matheus Reis? 

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"O Matheus tem uma lesão e não está apto. Tal como o Pote e o Marcus [Edwards] vai recuperar e não viaja connosco."

Estes testes de Liga dos Campeões levam a que a equipa melhore? 

"Sim, acho que tem a ver com o crescimento da equipa. Apesar de estarmos cá há 4 anos, há sempre muito entusiasmo para ver o crescimento da equipa. Isto é mais um teste, independentemente de termos ou não toda a gente. Vamos estar preparados e queremos claramente ver a reação neste tipo de jogos, sabendo que o objetivo passa por ganhar. Este é o nosso momento e passa por ganhar este tipo de jogos. Mas há sempre um entusiasmo de ver como a equipa se apresenta nestes jogos, se consegue ser melhor, ter mais bola e estar melhor do que contra o Lille."

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O ambiente de amanhã motiva os jogadores? 

"Vamos ouvir os nossos adeptos, de certeza, porque acontece sempre em todos os jogos fora. Mesmo em grandes ambientes, ouvimos sempre os nossos adeptos. Isso é claro e é das coisas garantidas no jogo. Depois os ambientes têm dois lados e sentimos isso em Alvalade. Na relação com os nossos adeptos que querem sempre que se pressione a 200 à hora e podemos usar isso também. Nada como ter a bola. Se tivermos a bola, vai-se ouvir o silêncio, se recuperarmos segundas bolas, vai-se ouvir um brua. Sofremos em casa às vezes e obviamente é uma vantagem jogar em casa para o PSV, como é para nós muitas vezes. Mas podemos usar isso para ganharmos confiança durante o jogo e sinto que os jogadores estão num momento para fazer isso."

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Por Record
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