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Rui Borges explica Eduardo Quaresma no lado direito: «É fortíssimo nos duelos defensivos»

Rui Borges reage junto ao banco de suplentes do Sporting
• Foto: Luís Manuel Neves

A cerca de 1 hora do apito inicial do (20h00), Rui Borges, treinador dos leões, falou à Sport TV e explicou as suas escolhas iniciais para a partida, nomeadamente a opção por Eduardo Quaresma no lado direito da defesa.

"Tem a ver com a dificuldade do jogo e pelas caraterísticas do Edu [Quaresma] e do Vagiannidis. É um pouco por aí. Muito pelas caraterísticas em si, pelo que nos pode dar com e sem bola. É uma escolha", começou por analisar, em declarações à Sport TV.

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Voltar a ter o Hjulmand dá um reforço à equipa? "Claramente que sim. É o nosso capitão, um jogador muito influente na dinâmica da equipa, na presença enquanto líder. É um jogador importantíssimo e ainda bem que o temos de volta, acredito que será uma peça importante. Mas ficaria tranquilo fosse com quem fosse".

No jogo em Alvalade, nos minutos iniciais, o Sporting tem logo uma grande oportunidade. Com a inclusão do Quaresma, o Maxi vai ter outro tipo de liberdade? "Vai permitir isso, até pela dinâmica da nossa equipa. É natural que o Maxi seja muito mais ofensivo. Claro que com o Edu perdemos alguma dinâmica ofensiva pelo corredor direito, não há as dinâmicas do Fresneda ou do Vagiannidis. Dará outro equilíbrio defensivo e outro poder no um para um defensivo, apesar do Iván [Fresneda] ter estado muito bem nesse sentido. O Vagiannidis é outro estilo de jogador. É importante não irmos nesta euforia toda de que 'é possível'. Às vezes parece que vamos jogar com uma equipa normalíssimo e não vamos, o Arsenal ainda não perdeu na Champions. É preciso discernimento e equilíbrio emocional. Nos últimos 20 jogos em casa, o Arsenal perdeu dois. É uma grande equipa, mas acreditamos que poderemos dividir o jogo em alguns momentos. O Maxi dá essa capacidade. Em Alvalade eles rodavam o corredor à direita, o Ben White deu algum espaço para provocarmos e acionarmos mais o ataque pela esquerda porque existia algum espaço. Mas é uma equipa fortíssima, temos de olhar para o coletivo e perceber que é uma equipa que nos vai criar muitos problemas".

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A inclusão do Quaresma pode possibilitar uma pressão mais subida, ao contrário do que aconteceu em Alvalade? "A nível de pressão, tanto o Iván como o Quaresma dão essa capacidade. O Iván tem estado extraordinário. É perceber a dinâmica defensiva. O Edu, como um defesa de raiz, dá-nos essa capacidade de chegar, de duelo, de encurtamento. É fortíssimo nos duelos defensivos e esperamos que faça um excelente jogo, já fez esta posição connosco na época passada. Mas em termos ofensivos se calhar também nos dá outro poder de construção. Dentro da estrutura, depois os jogadores dão dinâmicas diferentes".

Não estando Odegaard, mas estando Eze ou Havertz, é muito importante ter o Hjulmand? "Vou ser muito honesto. No jogo em Alvalade, estávamos à espera que jogasse o Havertz. O Odegaard provocou coisas diferentes do que estávamos à espera e criou algumas dificuldades defensivas. Não na nossa linha, mas em ações de pressão condicionou. O Odegaard andava muito mais baixo e não deixou em momento algum que o Inácio tivesse uma referência. Estivemos sempre equilibrados defensivamente e em superioridade, mas no primeiro momento de pressão trabalhámos imenso. Um grande desgaste. O Arsenal mete muita gente e é difícil acionarmos os timings de pressão. O Morten tem caraterísticas muito próprias, leituras de espaço acima da média, é um jogador muito equilibrado. Dá-nos a possibilidade de ficar com bola, descobrir linhas de passe curtas... Ele já se conhecem muito bem. E a nível defensivo, dá outros equilíbrios. E a equipa sente outro conforto, é o líder e um grande líder".

Por André Santos
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