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Sporting frente ao P. Ferreira: História do coiote e bip-bip

Quem se lembra dos velhos filmes de animação da Warner Brothers, com Bugs Bunny e companhia, recorda-se com certeza da dura vida do persistente mas infeliz coiote, constantemente "atropelado" pela velocidade do bip-bip, o pássaro que levava sempre a melhor. Ontem, os leões foram coiotes, incapazes de suster a pujança de um adversário com "paços" demasiado velozes.

BETO - Ultrapassado. O supersónico Mauro foi mais rápido em dois golos e isso colocou em evidência a falta de andamento do lateral-direito em lances de velocidade. Mal teve tempo para subir no terreno e ficou-se pela ingrata tarefa defensiva.

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QUIROGA - Permissivo. Por ter estado livre de marcações directas, disfarçou melhor as falhas, mas não está isento de responsabilidade no terceiro golo. Não cobriu bem a sua zona de acção e também viu-se ultrapassado.

CONTRERAS - Desfasado. Perdeu o sentido de posição em diversas ocasiões, a começar pelo golo de Carlos Carneiro, uma constante dor de cabeça com as suas movimentações. O chileno saiu lesionado, para cúmulo.

RUI JORGE - Inconsequente. Começou por ser o elemento menos aflito da defesa, porque Renato Queirós demorou a entrar na partida, mas Carlos Carneiro cruzou da sua zona para o segundo golo. Nas constantes subidas no terreno, destaque-se apenas um bom cruzamento para cabeceamento de Pedro Barbosa.

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RUI BENTO - Preso. O meio-campo contrário superou-o através de rápidas trocas de bola. Correu muito mas o esférico foi quase sempre uma miragem. Não teve tempo para pensar em ajudar o ataque.

PAULO BENTO - Discreto. Fez o mesmo que Rui Bento: andou atrás da bola. A dupla nunca conseguiu pressionar Beto e Júnior e perdeu a batalha por KO físico.

PEDRO BARBOSA - Frágil. O ataque começou e acabou nos seus pés, ou melhor, na falta de acerto no rumo que deu à bola, devido à asfixiante marcação de Paulo Sousa, sobretudo. Lento nos processos, foi presa fácil e desapareceu depois de criar perigo num cabeceamento.

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QUARESMA - Seco. Onde ficaram os dribles? O extremo viu-se e desejou-se para ultrapassar Mário Sérgio ou Zé Nando e perdeu quase todas as batalhas individuais. Alguns lampejos não chegaram para acender a fogueira.

KUTUZOV - Desnorteado. Há que rever a posição deste voluntarioso avançado. Fugiu muito para as alas e perdeu constantemente a bola em tentativas fúteis de drible. Cara a cara com Pinho, não conseguiu mostrar sangue frio e atirou contra o guarda-redes. Uma noite infeliz.

NICULAE - Combativo. Pelo que lutou, merecia mais oportunidades de golo, mas ainda proporcionou boa defesa a Pinho. Desgastou-se à procura da bola em terrenos recuados porque os companheiros jogaram muito distantes.

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CÉSAR PRATES - Veloz. Meteu a "quinta" no jogo leonino mas, mesmo assim, a bola não foi melhor tratada.

HUGO - Insuficiente. Enfrentou adversários já cansados e poderia ter saído incólume se o Paços não tivesse feito o quarto golo.

DANNY - Inconformado. Pouco havia a fazer, mas tentou dar ordem ao ataque com passes certeiros.

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