A estrela no tão ansiado regresso de Jardel ao Sporting foi Cristiano Ronaldo. Na estreia como titular na Superliga, o jovem extremo maravilhou a plateia, marcou dois golos, um deles de antologia, ameaçou a baliza de João mais algumas vezes e, além da vitória por números claros, acabou por fornecer a única nota a permitir que os adeptos leoninos regressassem satisfeitos a casa.
O Sporting venceu um Moreirense macio por 3-0, mas nem por isso fez uma exibição de encher o olho: a equipa continua a sofrer para controlar as partidas a meio-campo e, ontem, pareceu demasiado ansiosa por permitir que Jardel marcasse o regresso com golos.
Só que o SuperMário ainda não apagou por inteiro os vestígios de “kryptonite” que lhe ameaça a forma e foi uma sombra do que costumava oferecer à equipa. Nem outra coisa seria de esperar, com apenas uma semana de preparação.
Se é verdade que nunca foi um exemplo de mobilidade – nem isso alguma vez lhe fez falta –, o melhor marcador europeu mostrou-se ontem demasiado lento a reagir. E já se sabe que o tempo de entrada nas jogadas faz um ponta-de-lança. Contra o Belenenses, passadas mais duas semanas de trabalho, já com a companhia de João Pinto, que nesse dia volta também à competição, Jardel já poderá seguramente dar outra imagem do que vale.
A vitória de ontem e a subida ao grupo dos quintos classificados trarão a Bölöni a tranquilidade necessária para preparar essa partida, agora com um problema acrescido: quem vai sair de uma equipa já demasiado balanceada para a frente de modo a que esta comporte João Pinto?
O sacrifício de mais um médio está fora de causa. E, entre os avançados, Kutuzov continua a mostrar progressos (marcou ontem pela terceira partida consecutiva) e Ronaldo foi o melhor em campo. O mais recente produto da escola de Alvalade estreou-se como titular aos 17 anos, fez dois golos – um de cabeça, outro em lance individual –e esteve perto do “hat-trick”, num remate em vólei cujo sucesso lhe foi negado por João, com a defesa do jogo (aos 17’).
Foi esse lance, aliás, a pôr cobro ao impasse com que o jogo se iniciou. O Sporting apresentava os habituais três centrais (Beto mais à direita) e Toñito ao lado de Paulo Bento a meio-campo, com isso ganhando capacidade de pressão mas perdendo clarividência no passe (o espanhol é mais de correr do que de passar a bola).
O Moreirense fazia Jorge Duarte recuar frequentemente para terceiro central, acompanhando as movimentações de Kutuzov, e metia três homens a meio-campo, para assegurar superioridade sobre a dupla que Bölöni colocara naquele sector.
Embora lhe faltasse depois profundidade no contra-ataque, a equipa de Manuel Machado ditava o ritmo do jogo quando Ronaldo deu o safanão na partida.
É verdade que entre esse lance e os dois golos de rajada com que o Sporting chegou ao intervalo, os minhotos ainda mandaram uma bola ao poste (livre de Vítor Pereira, aos 23’). Mas foi um momento desenquadrado daquilo em que se tornara o jogo. E esse, mesmo depois de Machado alargar a frente de ataque para três homens com a entrada de Agostinho para o lugar do mais contido Flávio Meireles, mostrava um Sporting sempre balanceado para o ataque e preocupado em cruzar bolas para Jardel. Sem sucesso.
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