Três jogos, três pesadelos. Numa semana, o Sporting perdeu tudo. SuperLiga, Taça UEFA e... segundo lugar. Bastava ontem ter cumprido a obrigação de vencer o Nacional e, com o empate do FC Porto, os leões estariam agora a festejar a entrada directa na milionária competição. Seria um mal menor para uma época que prometeu ser de ouro e acabou frustrante para as hostes leoninas.
Foi um adeus horrível do Sporting à edição 2004/05 da SuperLiga e ficou a ideia que este projecto chegou ao fim da linha. José Peseiro não conseguiu mobilizar as tropas para o último objectivo e o que se viu foi uma equipa descaracterizada, sem chama, que aos vinte e cinco minutos já perdia por 0-3! Erros graves da arbitragem, sobretudo no primeiro golo mal validado – André Pinto está em fora-de-jogo –, e dúvidas no terceiro, ajudaram ao descalabro, mas também uma entrada de cordeiro da equipa leonina foi o suficiente para o Nacional repetir a graça que já tinha feito no Dragão. Meio-campo sem marcação, defesa lenta para travar os rápidos contra-ataques do Nacional e um ataque inexistente foram a imagem triste de uma equipa perdida em campo, muito nervosa e a errar passes atrás de passes.
Aos 30’, Peseiro tirou Douala e fez entrar Pedro Barbosa. O capitão até veio dar outra dinâmica ao jogo do Sporting, mas a sua expulsão acabou por prejudicar a equipa.
Para a história trágico-leonina ainda mais contribuiu, aos 40’, o “penalty” desperdiçado por Liedson, que termina a época muito mal. Quase ao cair do pano para o intervalo, num lance fortuito, o Sporting acabaria por reduzir a desvantagem, num autogolo de Ávalos após remate do 31.
Quando Custódio, aos 55’, fez o 2-3, julgou-se que ainda era possível a recuperação. Mesmo a jogar com dez, o Sporting foi para cima do Nacional, Niculae teve um lance dramático a atirar uma bola ao poste, que ainda bateu nas costas de Hilário e caprichosamente não entrou na baliza, mas era tudo fogo de vista.
Aos 83’, fica a dúvida se Liedson não terá sido carregado em falta dentro da grande área do Nacional. Ao cair do pano, de forma sádica, Bruno, num rápido contra-ataque da formação madeirense, gelou ainda mais Alvalade.
À deriva
A arbitragem de António Costa e seus pares andou sempre à deriva, com erros graves que penalizaram, sobretudo, o Sporting.
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