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Muitas vezes em bom português, Matheus Reis e St. Juste abordaram a época que aí vem e, em declarações à Sporting TV, os dois defesas traçaram uma antevisão a 2024/25. Antes, ambos encontram-se a realizar o estágio do Sporting em Lagos e, entre vários temos, explicaram a forte ligação que têm, uma vez que construíram uma grande amizade, ao ponto de serem presença assídua na casa um do outro.
"Ele é uma excelente pessoas, as nossas famílias e filhos são bem próximos. Passámos o Natal juntos, os aniversários e fazemos jantares em casa deles. Essa convivência e momentos que vão ficar para sempre", assumiu Matheus Reis, que revelou como St. Juste aprendeu em pouco tempo a falar português, mesmo sem uma língua distinta da portuguesa. "O Jer já me deu duras em português sempre a dizer ‘Matheus, mais rápido’. Ele em pouco tempo já estava a falar português. Só converso com ele em português, nunca em inglês", apontou o esquerdino de 29 anos, que vê o grupo leonino como uma forte família.
"Aqui somos todos uma família, conhecemos bem os filhos e família uns dos outros. Lutamos juntos como família para alcançarmos os nossos objetivos. A defender é tudo detalhes. Temos de estar concentrados e nós também nos cobramos muito. Tem de ser", frisou.
De igual forma, St. Juste, que leva menos tempo de casa do que Matheus Reis, destacou a forte união que diz ter visto desde o início no emblema de Alvalade. "É raro ter um grupo tão forte e unido. Acho que aqui não há egos. É difícil ter um grupo com jogadores tão bons e tão unidos. As pessoas sentem-se confortáveis aqui e aprecio isso", disse, assumindo como é que a boa relação que tem com Matheus os ajuda em campo: "Nós temos de defender a linha e gostamos de falar como podemos melhorar. Temos uma boa relação em campo também."
Além disso, o central holandês de 27 anos brincou com a forma como conseguiu comunicar com o brasileiro nos primeiros tempos de leão ao peito. "Ele é muito calmo e, quando uma pessoa é calma, gosto de tirá-la da zona de conforto. Quando o Arthur [Gomes] chegou, ajudou muito o Matheus com o inglês. Eles eram muito próximos. Depois combinávamos coisas entre as nossas famílias e ficámos mais próximos", explicou.
Olhando à pré-temporada, tanto Matheus como 'Jer' admitem que as pernas já pesam, mas garantem que a equipa estará pronta para os desafios, deixando uma mensagem de incentivo aos adeptos do Sporting. "Sinto que estamos preparados e estamos a trabalhar no duro para vos darmos mais uma época especial. Espero que nos dêem também uma sensação especial", sublinhou St. Juste, o qual promete estar ao melhor nível em 2024/25: "A pré-época não foi de relaxamento. Foi começar a todo o gás. Comecei a trabalhar antes para estar a 100% e para dar a toda a gente o Jeremiah a 100%."
Já Matheus Reis, como um dos mais experientes no plantel leonino, avaliou os primeiros dias de estágio, com muita juventude e caras novas da formação à mistura. "Um jogador tem de ter um perfil específico para entrar aqui e ser dedicado. Temos de trabalhar bem, mas ter também uma recuperação boa e alimentação bem feita. Por isso estamos aqui no estágio para isso. Tenho a responsabilidade positiva de anos de casa. Com 29 anos já somos dos mais velhos no plantel. É responsabilidade positiva de ajudar os miúdos, que têm sido espectaculares", apontou o polivalente brasileiro.
De resto, unidos pelo tema da 'linguagem universal do desporto', tanto Matheus como St. Juste lembraram que a língua na qual é mais difícil de comunicar no plantel acaba por ser a de Morita, sem esquecer o que confere o médio japonês ao grupo do campeão nacional. "Japonês? Não tem jeito. Só digo 'obrigado' e 'bom dia' ao Morita em japonês. Ele conhece mais palavrões em português", admitiu Reis, enquanto 'Jer' ainda tentou arranhar na língua nipónica. "Tentei aprender japonês, mas é muito difícil. Há palavras que são um pouco diferente, mas sentido completamente diferente e é difícil. O Morita já entende muita coisa e é a pessoa que gosta de fazer piadas. Fez uma agora no chat do grupo", concluiu, em jeito de brincadeira.