Todo-o-terreno para alimentar o ataque

Todo-o-terreno para alimentar o ataque
• Foto: Getty Images

Nascido em Alcochete como um dos mais desequilibradores extremos do futebol português, Nani evoluiu com Sir Alex Ferguson para um autêntico jogador todo-o-terreno que alimenta o ataque.

Ointernacional português, de 27 anos, tanto pode atuar no corredor direito como no esquerdo, mas, caso Marco Silva assim entenda, o novo camisola 77 dos leões também poderá ser utilizado na chamada posição 10, ou seja, atuando nas costas do ponta-de-lança, seja ele Montero ou Tanaka. Para lá de toda a qualidade técnica que Nani poderá transmitir à equipa, existe também a polivalência tática, uma característica determinante que faz de Nani um jogador de classe mundial.

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Velocidade, drible e cruzamento

O atacante emprestado pelo Manchester United ao Sporting é um daqueles jogadores que dispensam apresentações. Nani tem na velocidade, na capacidade de drible e nos criteriosos cruzamentos três das suas principais armas, mas a capacidade técnica acima da média e a eficácia no último passe fazem do internacional português um jogador capaz de fazer a diferença em qualquer posição do sector mais ofensivo.

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Concorrência

Até agora, tudo boas notícias para Marco Silva e não tão animadoras para todos os jogadores do plantel que terão de batalhar com Nani por um lugar entre as primeiras escolhas. Carrillo parece levar vantagem na corrida ao lugar na faixa oposta à que o camisola 77 irá ocupar, com Capel, Heldon – que até foi titular no jogo de estreia –, Mané e Shikabala a perderem espaço de manobra. Em zonas mais interiores, André Martins deverá preservar o seu estatuto, mas o “miúdo” João Mário terá de esperar por uma oportunidade para mostrar serviço.

COM QUEM "MEXE" A ENTRADA DE NANI

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Carrillo. O peruano parece levar alguma vantagem sobre a concorrência. Marcou na jornada inaugural, deu boas indicações na pré-temporada e Marco Silva já demonstrou que pretende fazer de La Culebra um extremo mais consistente em termos exibicionais.

Capel. O seu ordenado (cerca de 700 mil euros anuais) faz do espanhol um dos mais sérios candidatos à saída. Com o regresso de Nani, o número 11 vê o seu espaço de manobra muito reduzido, o que poderá precipitar uma mudança de ares.

Heldon. Foi titular na jornada inaugural da Liga, em Coimbra, mas, caso o certificado internacional de Nani dê entrada na FPF a tempo e horas, Heldon é o principal candidato a ser relegado para o banco de suplentes por opção técnica de Marco Silva.

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Carlos Mané. Depois das boas indicações dadas em 2013/14, Mané terá agora um professor de nível mundial. Esta será uma época para o extremo continuar a evoluir na equipa principal e, com Nani no plantel, terá um bom exemplo para seguir.

Shikabala. O egípcio terá muitas dificuldades para convencer Marco Silva. Poderá ser utilizado ocasionalmente, mas as oportunidades serão mais escassas com o regresso de Nani à formação verde e branca.

André Martins. Foi um dos destaques da pré-época, apontando 4 golos. Ganhou sentido de baliza e manteve a titularidade na posição mais ofensiva do meio-campo. Com Nani numa das alas, será ele a comandar a equipa.

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João Mário. Tal como Nani (ainda que num outro nível), também voltou esta época a Alvalade. É uma das maiores esperanças leoninas para 2014/15, mas ainda não conseguiu intrometer-se na luta por uma vaga no onze. No entanto, será sempre um jogador a ter em conta por Marco Silva.

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