Depois de ter colocado várias mensagens relativas ao símbolo a ser utilizado pelo Sporting na temporada de 2026/27, da Torcida Verde explicou esta segunda-feira a tomada de posição relativamente à opção de pedir que o clube voltasse a utilizar o símbolo antigo que vigorou até 2001. Através de uma publicação nas redes sociais e respetivo site, o grupo de adeptos leoninos vincou a sua posição.
"No início de junho, a nação verde e branca foi “informada” da mudança de símbolo do SCP, através de uma entrevista de um administrador do Grupo Sporting a um reputado semanário. Perante este inusitado anúncio, tornou- se exigível a enésima intervenção da Torcida Verde sobre o regresso do mítico símbolo do SCP (1945/2000), tema que há mais de duas décadas sempre esteve presente na nossa ação. Consideramos o regresso do mítico símbolo(1945/2000) como uma justa reparação histórica, perante o processo em que decorreu a sua substituição após a reconquista do título futebol 1999/2000. Esse novo símbolo, apresentado como paradigma da “ modernidade”, ficaria associado ao processo de “futebolização” do SCP e ao consequente esvaziamento do ecletismo. A luta da Torcida Verde pelo regresso do símbolo (1945/2000), nunca esteve relacionada com a questão estetica do “moderno” símbolo (2000/2026), mas como uma assumida forma de luta pela identidade do SCP como maior potência desportiva nacional, património dos seus adeptos. Uma questão de identidade. A identidade não é uma marca comercial. A identidade não é transacional. Não queremos acreditar que esteja em marcha um processo de refundação identitária do SCP, como o slogan panfletário divulgado aos sócios do SCP: “Nova identidade”, parece sugerir, como se com a propalada “ Nova Era 2.0” nascesse um novo SCP. A identidade é intemporal e imaterial. Os adeptos do SCP não são clientes de uma marca, expostos às tendências das modas e de falaciosas noções de “modernidade”. O marketing e o merchandising devem ser ferramentas ao serviço do SCP, não podem subverter a natureza identitária do clube, manipular os seus adeptos em função de estratégias de marketing. Estamos conscientes que o desejado regresso ao mítico símbolo de 1945/2000 tem um valor simbólico, incapaz de impedir o processo de ELITIZAÇÃO que parece estar em marcha se os seus sócios e adeptos se demitirem das suas responsabilidades. Queremos acreditar que o futuro símbolo do SCP não fique associado a esse processo de elitização!", expressou a Torcida Verde.
Recorde-se que, ainda recentemente, o vice-presidente do Sporting, André Bernardo, analisou a renovação da imagem da marca dos leões, deixando claro que o novo símbolo continuará com "um fundo verde, o leão e um escudo, bem como a sigla SCP". De igual forma, este assunto deve ser tema de debate entre os associados na próxima Assembleia Geral que será ainda marcada por parte do clube e que irá ocorrer no mês de julho.
No próximo dia 1 de julho, data em que celebra 120 anos, o clube irá revelar a nova imagem junto dos sócios leoninos, isto além de divulgar a nova camisola para 2026/27.