A 3 de abril de 2011, o Sporting deslocava-se a Guimarães para defrontar o Vitória local. A cinco jornadas do fim do campeonato, a então turma de José Couceiro cedia um empate a um golo e via o Sp. Braga subir ao 3.º posto, até então do leão. Nesse jogo, o agora técnico do V. Setúbal, próximo adversário da turma de Leonardo Jardim, retirava Matías Fernández (autor do tento verde e branco) de campo e colocava no seu lugar o jovem… William Carvalho, alvo de nota 1 por parte de Record e catalogado como a “principal testemunha do golo de João Paulo”.
É que, volvidos 1.071 dias, as diferenças entre o então camisola 49 e o agora camisola 14 são astronómicas. Quase quatro anos depois, o médio figura como uma das principais peças do xadrez do madeirense e um dos principais ativos do emblema presidido por Bruno de Carvalho.
Após passar meia época no Fátima e época e meia nos belgas do Cercle Brugge, o luso-angolano viu Jardim chamá-lo para o “ano zero” do leão e BdC prolongou-lhe, nessa perspetiva, o contrato por mais quatro anos (até 2018), fixando a sua cláusula de rescisão nos 45 milhões de euros. O processo ainda foi conduzido pelo israelita Pini Zahavi, que meses mais tarde viria a “perder” William para Jorge Mendes. Mais: em 2011, o médio ainda era internacional pelos sub-18 portugueses; agora, soma já duas internacionalizações pelos A e corre para que Paulo Bento o possa integrar nos 23 eleitos para o Mundial do Brasil.
Elogios
Ontem, na conferência de antevisão ao encontro no Bonfim, Jardim teceu rasgados elogios ao futebolista. Aliás, se fosse imune aos milhões do estrangeiro (do Man. United, por exemplo), o técnico ficaria com ele… para sempre. “William? É um jogador que, cada vez mais, se afirma no Sporting e no futebol português. É daqueles jogadores que prefiro que fique sempre na minha equipa”, atirou, acrescentando: “Tem crescido muito nos últimos seis meses, mas ainda tem enorme margem de evolução.”
Maturação ocorreu no Cercle Brugge
• Não é de estranhar que William Carvalho apresente uma capacidade física e disponibilidade incomuns durante a maioria dos jogos do Sporting. É que na última época, ao serviço dos belgas do Cercle Brugge, o agora camisola 14 da formação de Leonardo Jardim “aprendeu” a ser aposta recorrente, ao realizar 32 jogos pelo clube e a ser peça fundamental para que a sua formação não descesse ao segundo escalão do futebol do país. Nesse período, e sempre como elemento mais recuado do meio-campo do Cercle, apontou dois golos. Esta temporada, fez abanar as redes adversárias também em duas ocasiões, mas desta feita num total de 24 duelos.
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