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09 agosto

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As memórias do campeão Adán: a conversa com a psicóloga em 2020/21 e as alturas em que passou "mal" em 2023/24

Espanhol foi ao baú e puxou histórias das últimas duas épocas em que o Sporting se sagrou campeão nacional

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• Foto: Lusa
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Na entrevista que marca a sua despedida do Sporting, concedida à televisão do clube, Adán abriu o baú de memórias e ali foi buscar as melhores recordações dos dois títulos nacionais que conquistou de leão ao peito, em 2020/21 e 2023/24. O mesmo troféu, diferentes contornos.

"[Em 2020/21] sentiu-se algo especial no balneário desde início. Por vezes custou conseguir vitórias, mas aparecia sempre alguém no último minuto a dar-nos o golo decisivo", apontou, revelando uma conversa com a sua psicóloga numa fase em que os leões estavam já com uma confortável vantagem na frente: "Lembro-me de irmos ao Porto e dizer à minha psicóloga que era impossível que alguém nos tirasse os oito pontos de vantagem que tínhamos. Não nos podia escapar da mão e assim foi. Foi espetacular a imagem do Parque Eduardo VII cheio de gente, olhavas para a Avenida da Liberdade e só se via verde. Foi especial por isso".

Já em relação a esta época, o guardião de 37 anos assume-se "orgulhoso" pela forma como ajudou a equipa "nas primeiras 22 jornadas", até à lesão muscular que o impediu de ser opção nos derradeiros meses. Nessa altura, até sofreu mais nas bancadas do que no relvado. "Houve jogos em que passei mal... [risos] Porque eram momentos decisivos, como contra o Benfica para a Taça de Portugal e para o campeonato. Felizmente a equipa respondeu e deu um passo em frente para ultrapassá-los. Houve alguns momentos duros obviamente, uma lesão nunca é bem recebida, mas fico orgulhoso pela forma como pude ajudar a equipa nas primeiras 22 jornadas. Depois tentei ajudar o clube desde força, a dar a força possível no balneário para que chegássemos ao título", atirou.

Por entre as quatro temporadas no clube, o espanhol admite que cometeu "erros", ainda com o jogo em Marselha fresco na memória - "foi catastrófico". No entanto, sublinha que "tudo muda de um dia para o outro", exemplificando com uma exibição frente ao Santa Clara: "Fui o homem do jogo. O que te ajuda a crescer todos os dias é o trabalho, a consistência e cuidar de ti, pois assim estás mais perto de as coisas correrem bem. Ainda assim, há dias em que correm mal".

Depois, houve ainda tempo para palavras especiais para Rúben Amorim. "É muito inteligente. Sabe gerir o balneário e a equipa técnica na perfeição, é uma voz com uma mensagem muito clara para dentro e para fora. Tem uma força mental espetacular para os poucos anos que leva enquanto treinador. A nível pessoal, temos apenas dois anos de diferença, mas temos uma relação muito boa de confiança. É um treinador espetacular e vai continuar a dar triunfos ao clube", vincou, com elogios igualmente para o trabalho dos treinadores de guarda-redes do plantel principal: "O Vital tem uma experiência como poucos que conheci e o Tiago complementa-o de forma espetacular. Se o Vital dá a parte do trabalho duro, o Tiago dá-te o carinho que por vezes custa ao Vital dar. E o Tiago foi campeão nacional, é uma motivação trabalhar com ele. Foram quatro anos de aprendizagem e muito trabalho duro que ficam para sempre".

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