Advogada de Fernando Mendes diz que "cinto espetado na cabeça de jogador" não pode ser terrorismo
Sandra Martins não tem dúvidas que os seus clientes vão ficar em prisão preventiva
Sandra Martins, advogada de Fernando Mendes e Joaquim Costa, dois dos quatro elementos da Juventude Leonina que se encontram a prestar declarações no Tribunal do Barreiro a propósito do ataque à Academia de Alcochete, não tem dúvidas que os seus clientes vão ficar em prisão preventiva. Isto apesar de o juiz ainda não ter decretado as medidas de coação.
"Claro que ficam todos presos. Mas há hipótese de alguém sair em liberdade? Sou advogada e vou morrer a recorrer porque acho que tem e de fazer justiça", considerou, em declarações aos jornalistas. "Nunca vi na minha vida um par de estalos e um cinto tirado da cintura e espetado na cabeça de um jogador de futebol, porque ganha muito mais do que eu e a senhora [jornalista], ser considerado um crime de terrorismo. Se considero que o WhatsApp é uma forma de 20 ou 30 miúdos encetarem um ataque terrorista? Só pode ser Al-Qaeda, só pode."