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24 maio

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André Bernardo destaca projeto de Alvalade em evento do Financial Times: «Projetamos duplicar as nossas receitas nos próximos dez anos»

Vice-presidente do Sporting apontou o recinto dos leões como um 'hub' global de referência no futuro

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André Bernardo fala sobre o Sporting no evento do Financial Times
Painel do FT Live debate investimento em estádios de futebol
André Bernardo fala sobre o Sporting no evento do Financial Times
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André Bernardo fala sobre o Sporting no evento do Financial Times
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Pelo terceiro ano consecutivo, o Sporting marcou presença num evento organizado pelo Financial Times e que teve como tema de discussão a indústria do futebol e o futuro dos recintos no desporto rei. No colóquio intitulado 'Business of Football Summit', André Bernardo, vice-presidente e 'Chief Strategy and Operations Officer' do emblema de Alvalade, detalhou o projeto em questão para os próximos anos na casa dos verdes e brancos.

"Definimos um objetivo estratégico claro e fomos públicos em relação a ele: queremos tornar-nos uma referência enquanto 'hub' global de entretenimento. Projetamos duplicar as nossas receitas nos próximos dez anos. Acreditamos que existia muito valor por explorar e que pode ser desbloqueado através da transformação do estádio num verdadeiro centro de entretenimento", começou por assumir o dirigente dos bicampeões nacionais, lembrando o contexto da zona onde fica localizado o Estádio José Alvalade.

"Temos uma localização privilegiada, a cinco minutos do aeroporto e a 15 minutos de metro do centro da cidade. O nosso estádio foi concebido com um centro comercial integrado. Foi vendido no passado, readquirimo-lo e faz parte do nosso plano para os próximos dez anos. Queremos que o estádio funcione como uma plataforma e um ecossistema que sirva os dias de jogo, os dias sem jogo e múltiplas linhas adicionais de receita", detalhou.

De igual forma, num debate denominado 'Stadiums as an asset class – Is investing in football’s building boom a safer way in?', que contou com a presença de outros clubes das principais ligas europeias, André Bernardo vincou a maneira como a direção liderada por Frederico Varandas pretendeu renovar o recinto dos leões.

"Podemos seguir dois caminhos: investir ou não investir. E existe um custo associado a não investir. Após a construção do estádio, estivemos praticamente 16 anos sem realizar investimentos estruturais, e isso teve consequências muito negativas, dentro e fora de campo. O caso de investimento é, para nós, mais sólido do que o caso de não investimento. Qualquer plano de negócios é tão bom quanto a credibilidade dos seus pressupostos. Não existe uma solução única para todos. É necessário avaliar quanto faz sentido investir em função da realidade específica de cada clube. No nosso caso, identificámos um potencial significativo por explorar", reiterou.

Além disso, sem esquecer as renovações mais recentes implementadas no reino do leão, tais como o fecho do fosso e obras nas infraestruturas do Estádio José Alvalade, o 'vice' dos verdes e brancos apontou a importância, na sua perspetiva, da relação entre adeptos e clube nesta experiência mais imersiva. "Temos uma abordagem integradora. Não vemos estes fatores como opostos. Pelo contrário, reforçam-se mutuamente. Em muitos casos, os adeptos são duplamente beneficiados. Projectamos multiplicar por dez o número de visitantes do museu e do estádio. Estamos a responder a uma procura que não estava a ser satisfeita. Isso gera receitas adicionais que serão reinvestidas no clube, melhorando diretamente a experiência dos adeptos. Ao readquirirmos e integrarmos o centro comercial na proposta de valor do estádio, estimamos multiplicar por cinco as receitas nos próximos dez anos. Trata-se, novamente, de captar uma franja de interesse que não estava a ser servida", confessou, abordando ainda o custo inerente aos sócios e adeptos do Sporting.

"Temos preços segmentados. Não se trata necessariamente de pagar mais, mas de oferecer mais e melhor", concluiu.

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