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07 abril

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As tochas, os insultos no aeroporto e a invasão da garagem: Rui Patrício conta tudo

Guarda-redes relata na carta de rescisão momentos complicados vividos esta época em Alvalade

Rui Patrício
Rui Patrício
Rui Patrício

Rui Patrício relata ao pormenor na carta de rescisão que enviou para Alvalade todos os momentos vividos nos últimos tempos no clube, incluindo a falta de apoio sentida na parte final da época, numa fase em que o grupo ainda lutava por objetivos.

O guarda-redes recordou as tochas que foram atiradas sobre si durante o jogo com o Benfica, por pouco não me atingiram", lembrando o jogo com o Marítimo, em que a equipa podia chegar ao segundo lugar.

"Esperava-se, ou era mesmo exigido, que todos contribuíssem para incentivar a equipa e conferir-lhe maior confiança e tranquilidade possível", mas o que se seguiu foi a entrevista de Bruno de Carvalho ao 'Expresso'. "O presidente do Sporting não podia deixar de ter a consciência que as suas palavras não só eram altamente perniciosas para a equipa (...) como despertavam necessariamente a ira dos adeptos mais primários e acalorados, sobretudo se o resultado não fosse a vitória."

O jogador constata ainda que "a equipa jogou nervosa e acabou por perder o jogo".

"No final do jogo com o Marítimo, a claque colocou um cartaz que dizia 'Aqui, aqui, aqui não há atitude', lançando o mote contra os jogadores, em estrita consonância com o prensamento expresso publicamente pelo presidente", constata o guardião.

Rui Patrício lembra ainda o incidente no aeroporto da Madeira, "um momento de grande tensão e de provocação". "Eu e o William, como capitães, tentámos acalmar a situação, mas houve mesmo quem afirmasse "na próxima semana fazemo-vos uma visita". "Tudo foi presenciado por dirigentes do Sporting", acrescenta.

Na chagada Lisboa, Patrício recorda que os adeptos "gritavam palavras de apoio a Bruno de Carvalho". "Seguiu-se, já na garagem do estádio reservada aos jogadores, a perseguição de adeptos e vários insultos".

"Não deixa de ser curiosa a entrada de adeptos na garagem dos jogadores, uma vez que se trata de um espaço fechado ao público e protegido", constata.

Numa reunião com os jogadores Bruno de Carvalho terá aparecido "calmo", dizendo que tinha um "problema tremendo" para resolver com a claque por causa de Acuña. "Os jogadores consideraram o teor da conversa e a calma do presidente, contrastando com o habitual nos últimos meses, muito estranha."

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