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16 maio

Gil Vicente

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Balakov: «Dérbis são especiais mas é preciso equilíbrio»

Balakov foi leão de 1991 a 1995, era um médio dono de pé esquerdo virtuoso e continua a ser recordado como um dos melhores estrangeiros de sempre no Sporting. Aos 47 anos, o agora técnico búlgaro revi

Balakov: «Dérbis são especiais mas é preciso equilíbrio»
Balakov: «Dérbis são especiais mas é preciso equilíbrio» • Foto: ALEKSANDAR DJOROVIC

Foi leão de 1991 a 1995, era um médio dono de pé esquerdo virtuoso e continua a ser recordado como um dos melhores estrangeiros de sempre no Sporting. Aos 47 anos, o agora técnico búlgaro revive golos memoráveis ao Benfica e deixa um conselho como antigo jogador...

RECORD – Fez dois dos melhores golos no Sporting em jogos contra o Benfica. Um deles, em Alvalade, logo aos 13 segundos (17 de outubro de 1992)! Como foi?

BALAKOV – Obrigado pela recordação [risos]! Nesse golo no primeiro minuto lembro-me que o presidente Sousa Cintra ainda não estava sentado na bancada. Aconteceu. Passei a bola do pé esquerdo para o pé direito. Ninguém esperava que eu fosse chutar de pé direito, mas chutei. Acertei em cheio na bola e o remate entrou ao ângulo da baliza do Silvino. Foi um golo espetacular e um começo fenomenal.

R – E voltou a marcar um bom golo ao Benfica, na Luz, num dos últimos jogos em Portugal (30 de abril de 1995). Aos 10 minutos...

B – O chapéu, sim. Nesse, o guarda-redes era o Preud’homme. Estávamos em contra-ataque, houve um atraso e o Preud’homme saiu um pouco para fora da pequena área. Queria bater a bola para a frente mas acertou-lhe mal e passou-a para mim. Eu toquei só uma vez, vi que ele estava muito fora da baliza, dei um pontapé fenomenal por cima dele e a bola entrou.

R – Defrontou o Benfica por nove vezes. Além dos dois golos já referidos, fez um terceiro, de penálti.

B – Desse não quero lembrar-me [risos]. Não foi um bom jogo para nós. [Pausa] O melhor é ver nas coleções do Record, talvez encontre o resultado. Eu não me lembro [risos]!

R – Só pode estar a falar do 6-3 (derrota, a 14 de maio de 1994).

B – Se o diz, talvez seja o 6-3. Mas não me lembro desse jogo [risos].

R – O que espera deste próximo dérbi para a Taça de Portugal?

B – Como sportinguista e antigo jogador do Sporting, só posso dar o meu apoio, torcer para que a equipa continue num bom momento e mostre o seu valor. Uma derrota não mudará assim tanta coisa, mas uma vitória dará confiança e os jogadores vão passar a acreditar ainda mais.

R – Tirando partido da sua experiência como jogador, que conselho deixaria ao Sporting?

B – O treinador, melhor do que ninguém, sabe o que deve dizer à equipa. Como antigo jogador do Sporting, o que posso acrescentar é que é muito importante antes do jogo encontrar a mistura certa de motivação e calma interior para não se ir demasiado confiante para o campo. Os dérbis são jogos especiais, mas é preciso haver equilíbrio dentro de cada um, que possa transmitir a mesma ideia para a equipa.

R – Acompanhou as últimas temporadas do clube?

B – Sim. Tenho acompanhado o campeonato português. Sei que o Sporting passou por dificuldades. Houve muitas mudanças. A equipa não esteve ao nível que conhecíamos há 10 ou 15 anos. Mas a vida está diferente. Há muitos problemas na Europa. É normal que os grandes clubes sintam dificuldades para terem sucesso. Desejo que o Sporting, os dirigentes e sócios voltem ao tempo das vitórias e possam ganhar o campeonato.

R – E o que pensa da atual equipa?

B – Vi os resumos dos jogos com FC Porto e Benfica. Depois do 7.º lugar do ano passado, o Sporting está outra vez nos lugares da frente da tabela. Estou a torcer para que fique onde sempre quer estar, em primeiro.

R – Destaca um jogador?

B – O William Carvalho é um belíssimo jogador, muito bom. O Montero tem 12 golos em 10 jogos, nota-se que é experiente. Ainda é cedo para conhecer bem a equipa. Como dizem amigos meus, o que está acontecer é bom, mas temos de esperar.

R – Mantém contacto com a atual estrutura de futebol?

B – Falei duas vezes com Augusto Inácio. Perguntou-me por um jogador, mas eu não conhecia.

R – Tem visitado Portugal?

B – Há quatro anos fui ao estádio ver um Sporting-Sp. Braga, mais por causa do Sp. Braga porque, na altura, queríamos um jogador deles.

R – E voltar a trabalhar no Sporting?

B – Sou treinador. Nunca sabemos o que o futuro pode trazer. Se um dia o Sporting se interessar, por que não? Na vida tudo é possível.

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