Bölöni: «Expulsão estúpida»
Laszlo Bölöni não poupou críticas ao árbitro da partida António Taia pelo cartão vermelho mostrado a Hugo já na parte final do encontro e que vai impedir o defesa-central de alinhar no próximo domingo no desafio com o Nacional em Alvalade. Na opinião do técnico romeno, a forma como o jogo estava a decorrer bem como a atitude do seu jogador não eram merecedoras de tão severa punição por parte do juiz setubalense.
"A expulsão foi estúpida. O jogo estava 7-1 e não havia necessidade de tomar uma atitude destas que não foi nada pedagógica. Quando os meus jogadores erram e merecem os cartões, sou o primeiro a assumir isso, mas este não foi o caso. O Hugo não ouviu o apito e numa altura em que estava tudo resolvido ele não ia querer queimar tempo. Não foi por dureza e vai criar-me um problema", afirmou o responsável técnico dos campeões nacionais que vê aumentadas as suas dores de cabeça no sector mais recuado. "É mais um problema que vou ter que resolver."
Quanto ao jogo, Bölöni considera que a história da partida ficou escrita logo na primeira parte. "O jogo ficou resolvido aos 30 minutos quando marcámos o terceiro golo. Pedi para continuarem com a mesma dinâmica, mas nem sempre foi possível. Hoje (ontem) foi fácil, mas o jogo não tem só 30 minutos. Foi uma boa exibição, mas não foi um grande jogo", salientou.
Jardel de novo de fora
Mário Jardel voltou a ficar de fora dos 18 eleitos do técnico, à semelhança do que já havia sucedido frente à União de Leiria. Segundo o treinador do Sporting, a ausência do avançado brasileiro da equipa titular ficou a dever-se unicamente a problemas físicos.
"O Jardel continua a desenvolver o trabalho ao nível físico que desenvolvemos para ele. O nosso objectivo é que ele tenha a capacidade física necessária para poder jogar bem", limitou-se a afirmar Laszlo Bölöni, que há bem pouco tempo dizia que "o melhor treino para Jardel era jogar o mais possível".