Bojinov: «Não quero cuspir no prato onde como»

"O meu pai teve de ser operado a um tumor na garganta. Nesta situação era-me impossível viajar para Lisboa", garantiu o jogador...

Bojinov: «Não quero cuspir no prato onde como»
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Acusado de comportamento grosseiro e alvo de um processo de rescisão unilateral, Valeri Bojinov defende-se e garante que o Sporting não tem motivos para avançar com o despedimento. O búlgaro, de 27 anos, explicou em entrevista reproduzida na página online da “Gong”, no seu país, que não se apresentou na Academia devido a problemas relacionados com a doença de um familiar.

“O meu pai teve de ser operado a um tumor na garganta. Nesta situação era-me impossível viajar para Lisboa. Tinha de estar com ele. Tudo isto foi explicado ao Sporting, através do meu empresário e do meu advogado. Enviámos um e-mail para o clube, dirigido ao diretor-desportivo e ao presidente. Entretanto, o Sporting não me telefonou a comunicar quando deveria apresentar-me no clube. Agora, estão à procura de um bode expiatório”, declarou o ponta-de-lança, assegurando que está de consciência tranquila.

“Eles não têm motivo para fazer o que quer que seja, pois está claro por que fiquei na Bulgária. Graças a Deus está tudo bem e o tumor não era maligno. Sinto-me de cara lavada perante o meu pai e perante o clube. Penso que acabaremos por chegar a um entendimento. Não quero cuspir no prato onde como e onde recebo o salário. O Sporting é o dono dos meus direitos e continua a pagar-me”, acrescentou.

Futuro

Como Record noticiou, em exclusivo, na sua edição de 3.ª feira, o Sporting decidiu rescindir unilateralmente com Bojinov (e Onyewu), inclusive referindo o impedimento de frequentar as instalações. O ex-Parma, que tem contrato até 2016, salienta o respeito pela entidade empregadora, mas admite que a sua vontade é prosseguir a carreira precisamente no clube italiano, de onde chegou ao Sporting em 2011.

“Toda a gente sabe que o Parma é o clube que me quer e está em contacto com o Sporting. A única coisa que pretendo é encontrar o caminho mais rápido para sair e ir para onde quero. Aparentemente, trata-se de um jogo psicológico. É óbvio que o Sporting não me quer, mas é mau não existir comunicação, que nesta altura seria o mais importante”, concluiu.

Parma ainda terá dinheiro a receber do acordo de 2011

Nas declarações à “Gong”, Bojinov revelou que o Sporting ainda deverá dinheiro ao Parma, pela transferência de 2011 (2,6 milhões de euros). “O Sporting reuniu-se com o Parma mas está com graves problemas financeiros. É normal que o Parma queira ser compensado pela transferência de há dois anos, uma vez que algumas condições não foram cumpridas quando saí. Os contratos têm de ser respeitados e eles não têm sido muito corretos”, declarou o búlgaro, lamentando: “Não consigo contactá-los, nem o meu agente nem as pessoas do Parma. Já lhes disse que há uma equipa que quer contratar-me, mas eles não me ouvem.”

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