Bruno de Carvalho: «Não compactuamos com algo que afete a Constituição»
Dirigente leonino diz que não pode existir "uma visão egocêntrica"...
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Bruno de Carvalho comentou a instauração de um processo disciplinar por parte da Federação ao Sporting, na sequência das publicações na página de Facebook Comunicação SCP, dizendo que, a existir uma punição, deve rever-se o estatuto de utilidade pública da FPF.
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"Qual é o país em que vivemos? Muitos de nós não tiveram de passar sobre algumas décadas que vivemos onde o delito de opinião era normal, onde quem exercia o poder tinha vácuo na forma discriminatória de o exercer. Não podemos voltar a esses tempos. A ser verdade e a haver algum castigo, deve refletir-se e mandar analisar o regime de utilidade pública da FPF. Não podemos viver fora de uma Constituição que é clara quando às liberdades e deveres de cada um de nós. Pode estar em causa", frisou o presidente à chegada a Portugal, no aeroporto Humberto Delgado.
O dirigente leonino afirmou que o Sporting não pode alinhar com práticas que ponham em causa os direitos descritos na Constituição: "Sinceramente, quando um órgão que trabalha para os agentes desportivos, sobretudo um clube, e quando eu estou quase há quatro anos como presidente e já fui tantas vezes alvo dessa imparcialidade e tratamento desonroso e não vi essa preocupação… não pode ter uma visão egocêntrica, pois quando temos poder disciplinar e justiça na mão temos de exercer a função sobretudo num sentimento de serviço e não de egocentrismo. Temos de analisar e espero que não seja verdade. Põe em causa muita coisa. O Sporting não poderá, como parte integrante da sociedade, compactuar com anti-democracias ou algo que afete a Constituição".