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Para além dos ataques aos rivais, presidente vira-se igualmente para dentro de portas...
Quando, à segunda tentativa, Bruno de Carvalho conseguiu vencer as eleições e tornou-se presidente do Sporting, ninguém teve dúvidas em considerar que o clube de Alvalade iria entrar numa nova era. A grande questão – que em certa medida continua por esclarecer – seria tentar perceber se a drástica mudança de atitude iria tornar o emblema verde e branco mais sólido e competitivo.
Bruno de Carvalho vai dando mostras, continuamente, de não ter medo de nada, nem de ninguém. E essa postura, per si, caiu bem num clube que, nas décadas anteriores, se habituou a lideranças demasiado diplomáticas, com a honrosa exceção de Sousa Cintra e do controverso Jorge Gonçalves. A conversa era sempre agradável ao ouvido mas, na prática, as medidas, a maneira de estar ou as opções jamais contribuíram para que o Sporting recuperasse dinamismo, entusiasmo e os resultados desportivos dos tempos de João Rocha.
Sem surpresa, até porque o admitira durante o processo eleitoral, Bruno de Carvalho começou logo por mandar auditar as contas dos seus antecessores mais recentes. O líder, cansado de ver milhões serem gastos para um escasso retorno desportivo, quis (e continua a querer, pois só uma parte dos resultados são já públicos) perceber onde foi gasto tanto dinheiro. E confessou que, qualquer irregularidade encontrada, poderia ter consequências para os responsáveis. Dito de outra forma, Bruno de Carvalho sempre quis governar para os sportinguistas, mas nunca teve problemas em separar uns e outros dentro do seu próprio clube.
Mas, isso foi apenas o início. Desde então e em pouco mais de dois anos, o que não tem faltado ao presidente leonino são acções de ataque a quem ousa enfrentá-lo ou tão somente pensa de forma diferente. Para Bruno de Carvalho, o velho lema de “estão comigo ou contra mim” faz todo o sentido.
E nesta autêntica cruzada, o líder não hesita em enfrentar jogadores (recordem-se os episódios com Rojo, Slimani, Elias, Labyad, Bruma ou Jefferson), antigos dirigentes (Dias da Cunha, Godinho Lopes, José Roquette, Luís Duque ou Carlos Freitas) ou treinadores (veja-se a forma como Marco Silva saiu). E fá-lo de viva voz, através da imprensa (mais um dos “ódios de estimação”) ou recorrendo às redes sociais onde não hesita em dizer o que lhe vai na alma, embora por vezes dê a sensação de se esquecer que, mesmo no Facebook, o cidadão sportinguista Bruno de Carvalho não deixa de ser o presidente do clube.
Rivais sempre como alvos
Mas, “guerras” dentro de portas não chegam para o espírito indomável do timoneiro dos leões. Virou as costas à Liga de Clubes por causa da entrada de Luís Duque para a liderança do organismo, está sempre pronto a apontar o dedo aos árbitros e encara os rivais não propriamente como emblemas que estão do outro lado, mas mais como adversários a quem precisa de dar luta continuamente. Dentro ou fora do terreno de jogo.
O FC Porto foi o primeiro rival a merecer a atenção de Bruno de Carvalho, mas o Benfica nunca esteve esquecido. Aqui e ali, à mínima oportunidade, a farpa aparecia. Mas, jamais como agora, tinha conseguido deixar Luís Filipe Vieira e quase toda a nação encarnada em estado de choque. A contratação relâmpago de Jorge Jesus apanhou tudo e todos de surpresa. Mas se revitalizou os adeptos leoninos, já entusiasmados com a recente (e histórica, face à forma como foi alcançada) vitória na final da Taça de Portugal, não fez esquecer que o objectivo para a época que agora terminou (segundo anunciou o próprio Bruno de Carvalho)… era o título.
Mas, a lista de frentes de batalha é incontável. Os fundos, com a Doyen à cabeça, são inimigos declarados, mas esta batalha, a decidir nos tribunais, pode ter custos avultados. Se a razão não lhe for concedida, o Sporting pode ficar numa situação complicada. Tal como será problemático se a Somague – empresa a que estava adjudicada a construção do pavilhão – ganhar o processo apresentado por quebra de contrato.
Para Bruno de Carvalho, o medo não existe. E por isso avança, firme, sem receio das consequências. Quem não concorda com os seus métodos e postura diz encontrar nele semelhanças com Vale e Azevedo ou até com Pinto da Costa. A comparação, feita por adeptos de outros clube mas também por sportinguistas (alguns que não hesitam em chamar-lhe louco), parece exagerada, mas lá que a parada está alta é verdade. E ninguém arrisca dizer que o líder (e por arrasto o clube) vai escapar impune a tudo. É que ganhar todas as guerras é algo que a história não regista com assiduidade.
Aposta forte
Apesar de estar em curso a aposta mais forte na equipa de futebol desde que assumiu a presidência, Bruno de Carvalho sabe que o tempo é escasso. E ainda não explicou muito bem de onde, repentinamente, começou a “chover” dinheiro. O que todos sabemos é que sem resultados no imediato… a “seca” pode ser bem grave. Falhar, por exemplo, a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões constituirá um problema enorme. Mas isso, claro, é algo que não se coloca na cabeça deste presidente rebelde que, indiferente ao que dizem dele, faz as coisas à sua maneira, mesmo quando as opções são maioritariamente do desagrado de sócios e adeptos, conforme se viu com o despedimento de Marco Silva. Ele é assim e desenganem-se os que acreditam que irá mudar…
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