Bruno Sorreluz aponta o dedo a época com "zero títulos": «É urgente olhar para o modelo e para o rumo»

Candidato à presidência do Sporting nas últimas eleições critica gestão da direção de Frederico Varandas

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Bruno Sorreluz analisa época do futebol leonino
Bruno Sorreluz analisa época do futebol leonino • Foto: António Cotrim/LUSA_EPA
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Bruno Sorreluz, antigo candidato à presidência do Sporting que é conhecido no universo leonino como Bruno Sá, publicou esta quinta-feira um longo texto em que analisa a época desportiva do clube, nomeadamente no que diz respeito ao futebol. Nas redes sociais, o ex-opositor de Frederico Varandas à liderança dos verdes e brancos apontou o dedo à gestão do líder.

"Acabou a época. Zero títulos no futebol e uma derrota no Jamor. No Sporting, a atitude não é negociável. Mas é urgente olhar para além das vitórias e derrotas, e sim para o modelo e para o rumo. O clube está dividido. Sócios de primeira e de segunda, um caminho cada vez mais empresarial, e isso sente-se nos jogos, no futebol e no pavilhão. Vendem-nos frases bonitas e sonhos com sofás que pouco têm a ver com futebol. E a essência vai-se perdendo. As pessoas, a cultura, a história, a família Sportinguista", começou por defender Bruno Sorreluz, antes de abordar em específico a temporada de 2025/26 da equipa comandada por Rui Borges.

"Perdemos o tri com um amadorismo completo em três mercados e lesões nunca explicadas. Vendemos o Alisson, que desequilibrava vindo do banco. Que falta fez. Na Champions fizemos a melhor época de sempre, mas com ambição e bom mercado de inverno podíamos ter ido mais longe. No feminino, zero títulos. Na formação, zero títulos e zero investimento em academia, numa altura em que todos os clubes apostam no coração dos clubes. Saídas de Tiago Santos, Essugo, Afonso Moreira, Travassos e Mateus Fernandes por valores baixos. Que mensagem deixamos aos miúdos?", apontou.

Além disso, o empresário já abordou ainda ao de leve o que espera da próxima época dos leões. "Renovado o Rui Borges, não há desculpas. Não há pré da Champions, não há Supertaça. Não se atrasem outra vez. É urgente rever a bilhética. É urgente devolver ao Sporting a cultura de clube. É urgente pôr o ego de parte por um bem comum. É por amor, não por moda. Altruísmo, não altivez", concluiu.

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