Cadete: Razões de uma saída prematura
Doze anos depois de ter pisado pela primeira vez o relvado de Alvalade, Cadete virou costas ao estádio onde viveu algumas das maiores alegrias e dos mais fortes desgostos da carreira. Uma questão de saúde mental, confessa, agora, que tudo são águas passadas.
“Não foi uma decisão a quente. Foi a forma que encontrei para dizer basta àquilo que me estavam a fazer”, relembra o avançado, apontando o responsável, “o treinador na altura” (n.d.r., Carlos Queiroz), e recordando os pormenores: “Depois de ter sido o melhor marcador do campeonato e de ser o capitão do Sporting há quase cinco anos, fui empurrado para o banco e, depois, para fora da convocatória. Foi complicado para mim, aos 27 anos, ser considerado um jogador em final de carreira.”
Após lamentar ter sido “o primeiro jogador da história do Sporting que rescindiu e pagou por isso”, o antigo internacional nega que esta mágoa seja enterrada com o estádio, pois foi-o há muito tempo.
“Por haver pessoas que puseram em causa a minha dedicação ao clube, foi uma mágoa durante seis meses, período em que andei a treinar sozinho. Mas foi uma mágoa rapidamente apagada por uma massa associativa fantástica como a do Celtic”, confessa.