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Capitão do Lyon lamenta saída de Paulo Fonseca: «Fiquei desiludido mas consigo percebê-lo»

Tolisso visou a forma como tudo sucedeu na mudança do histórico francês para o Sporting

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Numa questão de poucos dias, Paulo Fonseca deixou o comando técnico do Lyon e ingressou no Sporting, uma situação que voltou a ser comentada desta feita por um ex-jogador. Mais concretamente, na sequência do duelo desta quinta-feira da Liga Europa entre Lyon e Real Sociedad que terminou com empate (1-1), o capitão do emblema francês, Tolisso, abordou, em declarações na zona mista, a saída do treinador português.

"Fiquei tocado, porque Paulo Fonseca foi um treinador que estimava e que continuo a estimar enormemente. Fez muito bem ao clube, como já disse anteriormente. Depois, ele saiu... Claro que fiquei desiludido, mas consigo compreendê-lo, porque era, como ele disse, o seu clube do coração. Ele também nos explicou isso, portanto consigo entender...", começou por confessar o médio internacional francês de 32 anos, o qual chegou a protagonizar um momento marcante com Fonseca, ao abraçar o técnico na despedida do Lyon no triunfo (2-0) perante o Angers, no passado domingo.

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Além disso, Tolisso admitiu como a notícia foi recebida no balneário. "Se o Lyon me chamasse e eu estivesse noutro clube, também teria saído. Depois, é o timing, tudo o que construímos com ele, os seus discursos... E, no final, ele sai assim. A forma como aconteceu desiludiu-me? Um pouco, mas continua a ser alguém que estimo muito. Queria que ele ficasse, é verdadeiramente um treinador excecional, já lhe disse", referiu, em San Sebastián, destacando depois a importância do clube história do futebol gaulês.

"Agora, nada está acima da instituição do Lyon. Ele saiu, fez a sua escolha, temos de seguir em frente. Não vamos ficar presos ao passado. Nós somos jogadores do Lyon. O Matthieu [Louis-Jean], o Michael [Kallinger], todos os que estão no topo estão a fazer um trabalho excecional desde que Michele Kang chegou. Temos um símbolo e adeptos para orgulhar. Independentemente do treinador, temos de dar o máximo", apontou o camisola 8 do clube francês.

Recorde-se que, precisamente diante do Angers, na despedida de Paulo Fonseca, após o golo de Tolisso aos 86 minutos, o técnico abraçou-se aos jogadores a festejar, com lágrimas a correrem-lhe pelo rosto, dias antes de rumar a Portugal.

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