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22 março

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Carlos Xavier já pensa no Arsenal e lembra "artimanha do árbitro" noutro jogo memorável

Ex-jogador leonino destaca "memorável e histórica" vitória frente ao Bodo/Glimt e acredita que leões podem eliminar equipa de Gyökeres

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Estádio quase vai abaixo: loucura com apuramento do Sporting

O ex-futebolista Carlos Xavier considerou esta quarta-feira "memorável e histórica" a goleada de 5-0 do Sporting ao Bodo/Glimt, com reviravolta após 3-0 na Noruega e consequente passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões.

"Muita gente não acreditava que fosse possível o Sporting, com a desvantagem de 3-0, dar a volta ou igualar a eliminatória com o Bodo/Glimt, que tem um passado recente a ganhar a grandes equipas, mas foi isso que aconteceu", disse Carlos Xavier em declarações à agência Lusa.

O Sporting apurou-se na terça-feira para os quartos de final da Liga dos Campeões, ao golear em casa o Bodo/Glimt por 5-0, após prolongamento, para inverter a derrota que tinha sofrido na primeira mão dos 'oitavos'.

Depois do desaire por 3-0 na Noruega na primeira mão dos oitavos de final, Gonçalo Inácio (34 minutos), Pedro Gonçalves (61) e Luis Suárez (78, de grande penalidade) empataram a eliminatória no tempo regulamentar da segunda mão, antes de Maxi Araújo (92) e Rafael Nel (120+1) consumarem a qualificação dos bicampeões nacionais.

Carlos Xavier, de 64 anos, antigo médio que se notabilizou ao serviço dos leões, entre 1980 e 1991, com uma passagem pela Académica pelo meio, e de 1994 a 1996, enalteceu o espírito lutador da equipa que "nunca perdeu o rumo nem a esperança e o foco no objetivo traçado".

"O Sporting entrou muito bem no jogo, podia ter feito dois ou três golos, conseguiu chegar ao intervalo a vencer por 1-0, que era muito importante, e depois na segunda parte manteve o mesmo ritmo de jogo, a mesma toada e não deixou sequer o Bodo/Glimt pensar, quanto mais jogar", disse.

Superado o obstáculo norueguês, que tem surpreendido o futebol europeu, o Sporting vai disputar os quartos de final com os ingleses do Arsenal, regressando a esta fase da prova após 43 anos de ausência.

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O golo do empate, o da reviravolta e o da confirmação: como a CMTV narrou a noite épica do Sporting na Champions

"Pode se esperar tudo, inclusivamente nada. É uma eliminatória muito difícil. O Arsenal está a passar por um grande momento e não é o mesmo que eliminamos recentemente [na época de 2022/23 na Liga Europa]",justificou Carlos Xavier.

O ex-futebolista, que antecipa uma eliminatória "bem disputada", acredita que "o Sporting tem as suas armas e a esperança, até pelo que fez no jogo da segunda mão frente ao Bodo/Glimt, de conseguir fazer dois jogos de grande nível.

"O Sporting não tem nada a perder. É tentar seguir em frente. Tarefa muito complicada e difícil, tanto para o Sporting como para o Arsenal. Vai ser difícil para os dois", disse Carlos Xavier, que há 43 anos disputou os 'quartos" frente à Real Sociedad.

O antigo médio recorda que o Sporting não passou na altura às meias-finais da Liga dos Campeões "por uma infelicidade ou artimanha do árbitro, que marcou passos ao guarda-redes Ferenc Mészáros dentro da área, algo pouco habitual".

Depois de afastar os então jugoslavos do Dinamo Zagreb (3-1 no conjunto das duas mãos) e os búlgaros do CSKA Sofia (2-2, com vantagem através da já extinta regra dos golos fora), o Sporting defrontou nos 'quartos' a Real Sociedad e venceu em Lisboa (1-0), antes da reviravolta espanhola (2-0).

O capitão Manuel Fernandes adiantou os verdes e brancos perto do fim do primeiro embate, mas no frenético ambiente de San Sebastián, Juan Antonio Larrañaga e José María Bakero deram a passagem aos então bicampeões espanhóis.

Para a história do jogo da segunda mão ficou o livre a punir uns passos a mais com a bola na mão do guarda-redes Mészáros dentro da área do Sporting, que ditou, na altura, o 1-0 para a Real Sociedad e o empate a 1-1 na eliminatória.

Carlos Xavier recorda ainda que o Sporting, orientado pelo treinador-jogador António Oliveira, que foi titular, viajou para o País Basco no dia da segunda mão e não contou com o avançado Rui Jordão, cuja mãe morrera, nem com os defesas Virgílio e Pedro Venâncio.

"Uns anos mais tarde tive a felicidade de representar aquele grande clube [Real Sociedad}, de uma grande cidade, de gente muito boa, os bascos. Adorei estar lá três anos, que direi terem sido os três melhores da minha vida futebolística", finalizou.

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O resumo alargado da épica reviravolta do Sporting frente ao Bodo/Glimt
Carlos Xavier com Frederico Varandas
Carlos Xavier com Frederico Varandas
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