Casuals sportinguistas acusados de atacar membros dos Super Dragões juram inocência

Três dos sete acusados responderam ontem

Ataque de claque do Sporting a membros dos Super Dragões após jogo de hóquei
Ataque de claque do Sporting a membros dos Super Dragões após jogo de hóquei
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Realizou-se ontem apenas a segunda sessão do julgamento do processo em que sete ‘casuals’ sportinguistas são acusados de tentativa de homicídio por incendiarem uma viatura, na qual seguiam adeptos do FC Porto, nas imediações do Estádio José Alvalade, a 10 de junho de 2025.

Foram ouvidos inicialmente três arguidos que foram confrontados com vídeos, fotografias e mensagens trocadas com família, amigos e namoradas. No entanto, garantiram ser inocentes perante o incidente que sucedeu ao encontro de hóquei entre os rivais no Pavilhão João Rocha.

Bruno Gonçalves foi o primeiro a subir ao púlpito, explicando a par e passo tudo o que aconteceu: disse que ia ver o jogo de futsal, mas que se deslocou mais cedo para as imediações do estádio pelo convívio, acabando depois por arranjar bilhete para o hóquei, saindo já durante o prolongamento.

“Dirigi-me a um café e encontrei o pai de um amigo. Disse que ia aos Santos comer algo e ele disse que me podia dar boleia. Depois vi várias pessoas, mas não percebi que ia acontecer algo. Quando começou a confusão fugi. Fui a Alfama, ao jogo e no fim fui detido”, explicou o arguido, segundo a CMTV.

Já Diogo Amaral e Silva prontamente fez questão de referir já não fazer parte das claques do clube, antes de frisar não ter estado no local durante os acontecimentos. “Saí do pavilhão às 18h20 e fui para casa com um amigo”, afirmou, acrescentando que quando a polícia apreendeu uma tocha, disse que tinham sido sobras da festa do título de bicampeão do Sporting.

Por fim, Pierre Oliveira justificou a saída mais cedo do jogo para ir ajudar a mãe num arraial. “Saí antes da 1ª parte acabar. Não estive no local e não faço parte de nenhuma claque”, reforçou.

Durante a tarde foi ainda ouvido o inspetor da Polícia Judicia, que também foi confrontado com falhas na investigação, entre elas o não apuramento da residência de um dos arguidos. De recordar que 5 dos 7 suspeitos estão em prisão preventiva e os outros em domiciliária. Segue-se nova sessão dia 15 onde serão ouvidas mais testemunhas.

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