De torniquetes avariados a portas de seguranças fechadas: APDA dá resposta às denúncias de falhas em Alvalade
Associação Portuguesa de Defesa do Adepto apresentou o feedback da APCVD e PNID
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A Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA) deu respostas às denúncias de "diversos associados e seguidores", a propósito de situações identificadas no Estádio José Alvalade, a 30 de julho, na receção do Sporting ao Villarreal, do Troféu Cinco Violinos. Em causa, "torniquetes que não funcionavam", "um acrílico a separar dois sectores sem informação prévia" ou "portas de saída de segurança fechadas a cadeado".
Nesse sentido, e após recolher informação "desde documentos (fotografias, declarações, notícias)" e "testemunhos de vários presentes", a APDA elaborou um relatório sobre o sucedido e enviou-o para a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) e Ponto Nacional de Informações de Desporto (PNID), entidades que esta terça-feira deram o seguinte feedback: "1) O acrílico será mantido, por decisão do Promotor, sendo certo que o pode fazer (infelizmente), nos termos da lei; 2) Quanto às portas de segurança fechadas a cadeado, o Promotor justificou que tomou esta decisão, para impedir a passagem de um sector para o outro, e que o ARD esteve sempre presente para abrir a porta caso houvesse necessidade. A Autoridade advertiu o Promotor que, se esta via estivesse contemplada no plano de evacuação, esta solução nunca seria viável. As portas de segurança estão neste momento abertas, como devem SEMPRE estar".
A APDA sublinhou, ainda, que o PNID está "bastante atento e a seguir diretamente esta situação", que é "altamente perigosa e que coloca em causa a segurança física dos adeptos ali presentes".
Leia o comunicado na íntegra:
"A APDA foi contactada, através do seu canal de denúncias, por diversos associados e seguidores, a propósito do ocorrido no Estádio José Alvalade no dia 20/07 [n.d.r. o Sporting-Villarreal, do Troféu Cinco Violinos, disputou-se a 30 de julho] - desde torniquetes que não funcionavam, passando por um acrílico a separar dois sectores sem informação prévia, e por último, e gritante - portas de saídas de segurança fechadas a cadeado.
O grupo de trabalho da APDA recolheu informação - desde documentos (fotografias, declarações, notícias) e recolheu testemunhos de vários presentes, tendo elaborado um relatório completo sobre o assunto e remetido para a APCVD e Ponto Nacional de Informações do Desporto, nessa semana.
Recebemos hoje o seguinte feedback, que transmitimos a todos:
1) O acrílico será mantido, por decisão do Promotor, sendo certo que o pode fazer (infelizmente), nos termos da lei;
2) Quanto às portas de segurança fechadas a cadeado, o Promotor justificou que tomou esta decisão, para impedir a passagem de um sector para o outro, e que o ARD esteve sempre presente para abrir a porta caso houvesse necessidade.
A Autoridade advertiu o Promotor que, se esta via estivesse contemplada no plano de evacuação, esta solução nunca seria viável.
As portas de segurança estão neste momento abertas, como devem SEMPRE estar.
Informamos ainda que o PNID também nos referiu estar bastante atento e a seguir directamente esta situação - situação que nós entendemos altamente perigosa e que coloca em causa a segurança física dos adeptos ali presentes.
Como conclusão da nossa parte, diremos apenas que neste caso, como em tantos outros, a colaboração de todos é fundamental para que possamos trabalhar em prol de melhores bancadas para todos.
Se existe quem não se preocupe com o bem estar e segurança dos adeptos (como foi notório neste caso)... esse alguém não somos nós."